Leonardo Silva/Agência Senado
Leonardo Silva/Agência Senado

MDB diz que terá candidato único na eleição do Senado

No momento, o partido tem ao menos quatro nomes cotados para a disputa da presidência da Casa

Daniel Weterman, O Estado de S.Paulo

16 de dezembro de 2020 | 14h59

BRASÍLIA - Com ao menos quatro nomes cotados para disputar a eleição à presidência do Senado, em fevereiro, o  MDB informou nesta quarta-feira, 16, que terá um único candidato. De acordo com nota divulgada pela bancada após uma reunião em Brasília, a decisão do partido "reflete a postura de ponderação e diálogo que tem pontuado a atuação da legenda no cenário nacional". 

A legenda tem a maior bancada da Casa, com 13 integrantes. Estão na disputa pela sucessão o líder no Senado, Eduardo Braga (AM), os líderes do governo Eduardo Gomes (TO) e Fernando Bezerra Coelho (PE), e Simone Tebet (MS), presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). A nota da legenda destacou a palavra "unidade" com letras maiúsculas e negrito. 

"Essa decisão reflete a força e a UNIDADE do MDB. Reflete, ainda, a postura de ponderação e diálogo que tem pontuado a atuação da legenda no cenário nacional", diz o texto. A bancada afirma ainda que está comprometida com uma "agenda de reformas estruturais e com a responsabilidade fiscal".

Impedido de disputar a reeleição pelo Supremo Tribunal Federal (STF), o atual presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), tenta emplacar Rodrigo Pacheco (DEM-MG) como sucessor. Para isso, ele conta com a ajuda do Palácio do Planalto. 

No ano passado, a divisão do MDB foi apontada como um dos fatores que levaram à vitória de Alcolumbre. Na ocasião, Tebet se lançou como candidata independente, mas abriu mão da disputa após a bancada decidir apoiar a candidatura de Renan Calheiros (MDB-AL). O emedebista, que já presidiu o Senado duas vezes, também desistiu quando percebeu que seria derrotado por Alcolumbre.

"Não vai haver disputa interna do MDB", disse Tebet em entrevista a jornalistas nesta quarta-feira, 16, após a reunião da bancada do partido. Ela descartou a possibilidade de lançar uma candidatura independente desta vez e disse que, dentro do partido, o consenso é lançar um nome capaz de atrair 41 votos na Casa.

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