REUTERS/Ueslei Marcelino
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MDB avalia lançar pré-candidatura de Meirelles em 15 dias

Senador Romero Jucá (RR), presidente do partido, conversou com Michel Temer sobre as vantagens de anunciar ex-ministro da Fazenda ainda neste mês

Vera Rosa e Julia Lindner, O Estado de S.Paulo

17 Maio 2018 | 05h00

BRASÍLIA - O MDB prepara uma estratégia para lançar em 15 dias a pré-candidatura do ex-ministro da Fazenda Henrique Meirelles à Presidência, junto com o documento “Encontro com o Futuro”, considerado o ponto de partida para a apresentação do programa de governo na campanha. A versão preliminar da cartilha deve ser apresentada a deputados e senadores na próxima terça-feira, 22.

O senador Romero Jucá (RR), presidente do MDB, conversou nesta quarta-feira, 16, com o presidente Michel Temer sobre as vantagens de anunciar Meirelles ainda neste mês. A avaliação é a de que, em um cenário no qual o centro não tem um concorrente que se destaque até agora, o ex-ministro da Fazenda pode começar a ocupar espaço. Não foi à toa que Meirelles começou a elevar o tom contra seus possíveis adversários na corrida eleitoral, como Jair Bolsonaro (PSL) e Ciro Gomes (PDT).

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Temer já admitiu a dirigentes do MDB que não disputará novo mandato, mas não tornou essa posição pública. Em reunião da bancada do MDB com Meirelles, nesta quarta-feira, senadores mostraram incômodo com a indefinição do partido. A decisão, ali, foi a de testar o ex-ministro nas ruas, mesmo que lá na frente a candidatura tenha de ser retirada.

Jucá concordou com esse diagnóstico. Uma ala do MDB que não participou do encontro desta quarta-feira, porém, diz que vai brigar na convenção, em julho, para a legenda não ter candidato próprio e liberar o apoio às chapas nos Estados. O grupo é liderado pelo senador Renan Calheiros (AL), que faz oposição a Temer.

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Diagnóstico. Planejado para ser a continuação do programa “Uma Ponte para o Futuro”, o documento “Encontro com o Futuro” traz o diagnóstico do que foi feito no período 2016-2018, a defesa da gestão Temer e propostas para o próximo governo não apenas na economia, mas também em políticas sociais e segurança pública.

Na reunião com os senadores, Meirelles mostrou pesquisas qualitativas para demonstrar que, apesar de ser pouco conhecido no País,  possui “enormes” chances de crescimento, caso apareça mais daqui para a frente.

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No Twitter, Jucá escreveu que o ex-titular da Fazenda apresentou "a sua proposta como pré-candidato aos senadores e a forma como está conduzindo sua campanha". Afirmou, ainda, que a ideia de Meirelles é "andar o Brasil pregando essa candidatura para fazer com que o País avance".

Alckmin. Decidido a reforçar a campanha, Meirelles também resolveu dar estocadas no ex-governador paulista Geraldo Alckmin (PSDB), mesmo sem citá-lo diretamente. “Alguns candidatos estão aí com um índice de conhecimento (da população) elevado, já tendo sido candidatos à Presidência, conhecidos por basicamente toda a população, mas apresentam um nível de aprovação muito baixo”, provocou ele, após a reunião com a bancada do MDB no Senado.

Na última pesquisa de intenção de voto da CNT/MDA, divulgada no início da semana, Alckmin aparece em quinto lugar, com 4% das preferências. Meirelles, por sua vez, registrou 0,3%.

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