MBL lança filme com versão do grupo para o impeachment

"Não Vai Ter Golpe", com pré-estreia nesta segunda-feira, 2, é a primeira produção a se contrapor às que reforçam a narrativa do PT para o episódio

José Fucs - O Estado de S.Paulo

Na guerra de narrativas relacionadas ao impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, as esquerdas até agora parecem levar vantagem, com a versão de que o ato foi um “golpe”, apesar da dura derrota sofrida nas urnas em 2018.

Leia Também

O tamanho do veto

Propagada pelo PT e por seus aliados e turbinada por filmes como Democracia em Vertigem, da cineasta Petra Costa, e O Processo, de Maria Ramos, a narrativa do golpe ganhou eco na academia e na arena artística e cultural, no Brasil e no exterior, como se o caso não tivesse seguido todos os ritos institucionais, de acordo com as regras do jogo.

Agora, três anos depois de o Senado aprovar o impeachment, em 31 de agosto de 2016, um novo filme pretende mostrar que não foi bem assim que a coisa aconteceu. Realizado pelo MBL (Movimento Brasil Livre), o documentário Não vai ter golpe mescla a trajetória do grupo e da garotada que o formou, sem qualquer experiência política, com as manifestações pelo impeachment, que começaram no final de 2014, logo após as eleições, e só pararam com a queda definitiva de Dilma.

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Seta Aspas Esquerda “O MBL se tornou uma espécie de ‘infantaria’ da direita no País, ao adotar um modus operandi até então exclusivo dos militantes mais aguerridos das esquerdas” Seta Aspas Direita

Com pré-estreia marcada para esta segunda-feira, 2, em São Paulo, e exibição em plataformas de streaming a partir do dia 5 (Net Now, iTunes, Google Play, Vivo Play e Looke), o filme apresenta uma retrospectiva em muitos momentos emocionante dos protestos que levaram milhões de pessoas às ruas em todo o País, sem apoio da oposição, então capitaneada pelo PSDB, e sob a desconfiança de muitos analistas, que não acreditavam no sucesso do movimento.

Ato na Avenida Paulista em apoio ao impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff.  Foto: Daniel Teixeira/Estadão

Dirigido por Alexandre Santos e Frederico Rauh, cofundadores do MBL, o filme faz referências à Lava Jato e à crise política e econômica da época e expõe o forte sentimento antipetista que proliferava na sociedade. Mostra também os bastidores e os momentos mais difíceis dos protestos, como as divergências com o grupo Revoltados Online, que defendia uma intervenção militar no País, então apoiada também pelo escritor Olavo de Carvalho, e o Vem Pra Rua, que no início abraçava a luta genérica contra a corrupção e resistia a adotar o impeachment como bandeira.

Em algumas passagens, o filme realça o papel desempenhado pelo MBL, que se tornou uma espécie de “infantaria” da direita no País, ao adotar um modus operandi até então exclusivo dos militantes mais aguerridos das esquerdas, com ênfase em ações públicas envolvendo seus seguidores.

Entre os feitos exaltados pelo filme, incluem-se a convocação da primeira manifestação contra Dilma, realizada em 1º de novembro de 2014 em São Paulo, Porto Alegre e Goiânia, e a realização de um acampamento no gramado localizado em frente ao Congresso, em outubro e novembro de 2015, que durou cerca de 40 dias e chegou a ter mais de 70 barracas e a reunir centenas de seguidores.

Seta Aspas Esquerda “O filme traz uma espécie de mea culpa do MBL sobre a sua contribuição para a polarização política do País” Seta Aspas Direita

Com duração de 2 horas e 15 minutos e custo estimado em R$ 300 mil, o filme se viabilizou, segundo o MBL, por meio de doações feitas ao longo do tempo e contribuições de filiados, sem o uso de dinheiro público. Embora correto do ponto de vista técnico, relativamente bem montado, com qualidade de som razoável e legendas para facilitar o entendimento das falas nas manifestações, trata-se de uma produção semiprofissional, quase caseira, limitada pelos recursos modestos de que dispunha. 

Isso se reflete de forma emblemática nas cenas em que os líderes do MBL aparecem à vontade na casa que abriga o grupo, na Vila Mariana, na zona de sul de São Paulo, onde alguns deles moravam naquele período, mas não chega a comprometer a força do filme.

No final, o documentário traz uma espécie de mea culpa do MBL sobre a sua contribuição para a polarização política do País. A autocrítica reforça uma posição anunciada recentemente pelo grupo de ampliar a aproximação com os canais políticos tradicionais e se afastar do presidente Jair Bolsonaro, de quem nunca foi muito próximo, apesar do apoio dado nas eleições.

Nos últimos tempos, com nova a postura, a polarização atingiu em cheio o MBL, por meio de ataques em série disparados por bolsonaristas nas redes sociais. As hostilidades chegaram às vias de fato durante uma manifestação em defesa do ministro Sergio Moro, da Lava Jato e da reforma da Previdência, realizada na Avenida Paulista, em São Paulo, em 30 de junho, quando um grupo de bolsonaristas agrediu integrantes do MBL, que também estavam lá para dar o seu apoio ao ato.

“Vivemos num País dividido e insensato. Parece uma guerra sem trégua, em que os mais barulhentos dão o tom”, diz o locutor no final do filme. “Temos culpa nisso? Em parte, sim. São as dores do crescimento.” Em seguida, ele afirma que o MBL ainda não sabe o que será do futuro, mas já sabe o que não quer ser. É provável, porém, que o futuro do grupo dependa mais de ele saber o que pretende ser do que o que não pretende.

Veja imagens marcantes do impeachment

1 | 29 Manifestantes realizam um protesto na Avenida Paulista, em São Paulo, em março de 2016. Foto: DIORIO/ESTADÃO CONTE?DO
2 | 29 Também em março do ano passado, centrais sindicais e movimentos sociais e militantes do Partido dos Trabalhadores (PT) fazem manifestação contra o processo de impeachment da Presidente Dilma Rousseff na Praca da Sé no centro de São Paulo. Foto: DANIEL TEIXEIRA/ESTADAO
3 | 29 Um homem segura um caixão com o nome da ex-presidente Dilma, em protesto em maio de 2016, em frente ao Congresso Nacional, em Brasília. Foto: REUTERS/Paulo Whitaker
4 | 29 Tamém em maio, manifestantes contrários ao impeachment desceram a rua da Consolação em São Paulo, em um ato contra o presidente Michel Temer e o afastamento de Dilma.   Foto: CRIS FAGA/FOX PRESS PHOTO/ESTADÃO CONTEÚDO
5 | 29 Manifestante segura um boneco 'pixuleco' de Dilma, em uma vigília na frente do Congresso, em abril. Foto: DIDA SAMPAIO/ESTADÃO
6 | 29 Policiais revistam homens, em uma confusão com manifestantes a favor da presidente Dilma Rousseff que acompanham a votação do Senado Federal no gramado do Congresso Nacional. Foto: DANIEL TEIXEIRA / ESTADAO
7 | 29 Manifestantes favoráveis ao impeachment da presidente Dilma Rousseff acompanham a votação do Senado Federal no gramado do Congresso Nacional em Brasilia. Foto: DANIEL TEIXEIRA / ESTADÃO
8 | 29 Comissão Especial do Impeachment aprovou o relatório do relator Jovair Arantes (PTB-GO) por 38 votos a favor e 27 contra, favoravel a continuidade do processo de Impeachment da presidente Dilma Rousseff na Camara dos Deputados em Brasilia. Foto: DIDA SAMPAIO / ESTAD?O
9 | 29 Deputados comemoram a aprovação do impeachment na Câmara. Eles levantam Bruno Araújo (PSDB-PE), que deu último voto necessário e que depois tornou-se ministro das Cidades no governo de Michel Temer. Foto: REUTERS/Ueslei Marcelino
10 | 29 Janaína Paschoal, uma das autoras do pedido de impeachment, fala no Congresso sobre a responsabilidade de Deus no processo  Foto: Agência Senado
11 | 29 Renan Calheiros (PMDB-AL), ex-aliado de Dilma e então presidente do Senado, conversa com o candidato derrotado nas eleições de 2014, senadro Aécio Neves (PSDB-MG), na sessão de votação do impeachment na Casa. Foto: REUTERS/Ueslei Marcelino
12 | 29 Senador Fernando Collor de Melo ( PTC-AL) cumprimenta a senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) na sessão do Senado que decidirá pelo afastamento da presidente Dilma. Foto: ANDRE DUSEK / ESTADÃO
13 | 29 Dilma recebe flores de apoiadores e deixa o Planalto, após ser afastada por 180 dias pelo Congresso, em maio. Foto: WILTON JUNIOR/ESTADÃO
14 | 29 Manifestantes pedem o afastamento de Dilma em Brasília. Foto: DIEGO EMIR/ESTADAO
15 | 29 Manifestantes fazem protesto contra Michel Temer e contra o impeachment da Presidente afastada Dilma Rousseff no vão do MASP na Av. Paulista. Foto: DANIEL TEIXEIRA/ESTADAO
16 | 29 Manifestantes fazem vigília em frente ao Congresso Nacional pelo impeachment de Dilma. Foto: Dida Sampaio/Estadão
17 | 29 Atrizes do filme 'Aquarius', Maeve Jinkings (esq) e Sonia Braga (centro), fazem protesto contra o presidente, à época interino, Michel Temer. "Brasil está sofrendo um golpe de Estado", diziam os cartazes. Foto: REUTERS/Yves Herman
18 | 29 Dilma Rousseff faz pronunciamento no Palácio do Planalto apos ser notificada de seu afastamento pelo Senado por 180 dias apos processo de impeachment no Senado Federal em Brasilia. Ao seu lado, ministros, deputados, senadores e assessores. Foto: DIDA SAMPAIO/ESTADÃO
19 | 29 Presidente da FIESP, Paulo Skaf, em frente ao prédio da instituição na Av. Paulista, em São Paulo, onde foi montado o "acampamento" pró-impeachment. Foto: RAFAEL ARBEX / ESTAD?O
20 | 29 Pato montado em frente ao prédio da FIESP, na Av. Paulista Foto: MARCO AMBROSIO/ ESTADÃO CONTEÚDO
21 | 29 Mulheres protestam contra o impedimento de Dilma, em maio. Foto: REUTERS/Roosevelt Cassio
22 | 29 Manifestantes inflam boneco 'pixuleo' de Dilma Rousseff e 'mortadelão'  Foto: RAFAEL ARBEX/ESTADAO
23 | 29 Manifestantes pró-impeachment protestam contra a presidente Dilma em frente ao Palacio do Planalto em Brasilia Foto: DIDA SAMPAIO/ESTADAO
24 | 29 Manifestantes inflam boneco pixuleco na Avenida Paulista, em São Paulo. Foto: RAFAEL ARBEX/ESTADAO
25 | 29 Cantor Lobão fala com manifestantes na Avenida Paulista, em apoio ao afastamento de Dilma. Foto: NILTON FUKUDA/ESTADÃO
26 | 29 Manifestantes posam para foto na Av. Paulista, em manifestação pelo impeachment de Dilma. Foto: TIAGO QUEIROZ/ESTADÃO
27 | 29 Ao deixar o Planalto, após determinarem o afastamento por 180 dias, Dilma Rousseff é abraçada por uma apoiadora. Foto: DANIEL TEIXEIRA/ESTADAO
28 | 29 Dilma abraça apoiadores em frente ao Planalto.   Foto: DANIEL TEIXEIRA/ESTADAO
29 | 29 Apoiadores de Dilma se despedem dela no Planalto. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

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MBL lança filme com versão do grupo para o impeachment

"Não Vai Ter Golpe", com pré-estreia nesta segunda-feira, 2, é a primeira produção a se contrapor às que reforçam a narrativa do PT para o episódio

José Fucs - O Estado de S.Paulo

Na guerra de narrativas relacionadas ao impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, as esquerdas até agora parecem levar vantagem, com a versão de que o ato foi um “golpe”, apesar da dura derrota sofrida nas urnas em 2018.

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Propagada pelo PT e por seus aliados e turbinada por filmes como Democracia em Vertigem, da cineasta Petra Costa, e O Processo, de Maria Ramos, a narrativa do golpe ganhou eco na academia e na arena artística e cultural, no Brasil e no exterior, como se o caso não tivesse seguido todos os ritos institucionais, de acordo com as regras do jogo.

Agora, três anos depois de o Senado aprovar o impeachment, em 31 de agosto de 2016, um novo filme pretende mostrar que não foi bem assim que a coisa aconteceu. Realizado pelo MBL (Movimento Brasil Livre), o documentário Não vai ter golpe mescla a trajetória do grupo e da garotada que o formou, sem qualquer experiência política, com as manifestações pelo impeachment, que começaram no final de 2014, logo após as eleições, e só pararam com a queda definitiva de Dilma.

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Seta Aspas Esquerda “O MBL se tornou uma espécie de ‘infantaria’ da direita no País, ao adotar um modus operandi até então exclusivo dos militantes mais aguerridos das esquerdas” Seta Aspas Direita

Com pré-estreia marcada para esta segunda-feira, 2, em São Paulo, e exibição em plataformas de streaming a partir do dia 5 (Net Now, iTunes, Google Play, Vivo Play e Looke), o filme apresenta uma retrospectiva em muitos momentos emocionante dos protestos que levaram milhões de pessoas às ruas em todo o País, sem apoio da oposição, então capitaneada pelo PSDB, e sob a desconfiança de muitos analistas, que não acreditavam no sucesso do movimento.

Ato na Avenida Paulista em apoio ao impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff.  Foto: Daniel Teixeira/Estadão

Dirigido por Alexandre Santos e Frederico Rauh, cofundadores do MBL, o filme faz referências à Lava Jato e à crise política e econômica da época e expõe o forte sentimento antipetista que proliferava na sociedade. Mostra também os bastidores e os momentos mais difíceis dos protestos, como as divergências com o grupo Revoltados Online, que defendia uma intervenção militar no País, então apoiada também pelo escritor Olavo de Carvalho, e o Vem Pra Rua, que no início abraçava a luta genérica contra a corrupção e resistia a adotar o impeachment como bandeira.

Em algumas passagens, o filme realça o papel desempenhado pelo MBL, que se tornou uma espécie de “infantaria” da direita no País, ao adotar um modus operandi até então exclusivo dos militantes mais aguerridos das esquerdas, com ênfase em ações públicas envolvendo seus seguidores.

Entre os feitos exaltados pelo filme, incluem-se a convocação da primeira manifestação contra Dilma, realizada em 1º de novembro de 2014 em São Paulo, Porto Alegre e Goiânia, e a realização de um acampamento no gramado localizado em frente ao Congresso, em outubro e novembro de 2015, que durou cerca de 40 dias e chegou a ter mais de 70 barracas e a reunir centenas de seguidores.

Seta Aspas Esquerda “O filme traz uma espécie de mea culpa do MBL sobre a sua contribuição para a polarização política do País” Seta Aspas Direita

Com duração de 2 horas e 15 minutos e custo estimado em R$ 300 mil, o filme se viabilizou, segundo o MBL, por meio de doações feitas ao longo do tempo e contribuições de filiados, sem o uso de dinheiro público. Embora correto do ponto de vista técnico, relativamente bem montado, com qualidade de som razoável e legendas para facilitar o entendimento das falas nas manifestações, trata-se de uma produção semiprofissional, quase caseira, limitada pelos recursos modestos de que dispunha. 

Isso se reflete de forma emblemática nas cenas em que os líderes do MBL aparecem à vontade na casa que abriga o grupo, na Vila Mariana, na zona de sul de São Paulo, onde alguns deles moravam naquele período, mas não chega a comprometer a força do filme.

No final, o documentário traz uma espécie de mea culpa do MBL sobre a sua contribuição para a polarização política do País. A autocrítica reforça uma posição anunciada recentemente pelo grupo de ampliar a aproximação com os canais políticos tradicionais e se afastar do presidente Jair Bolsonaro, de quem nunca foi muito próximo, apesar do apoio dado nas eleições.

Nos últimos tempos, com nova a postura, a polarização atingiu em cheio o MBL, por meio de ataques em série disparados por bolsonaristas nas redes sociais. As hostilidades chegaram às vias de fato durante uma manifestação em defesa do ministro Sergio Moro, da Lava Jato e da reforma da Previdência, realizada na Avenida Paulista, em São Paulo, em 30 de junho, quando um grupo de bolsonaristas agrediu integrantes do MBL, que também estavam lá para dar o seu apoio ao ato.

“Vivemos num País dividido e insensato. Parece uma guerra sem trégua, em que os mais barulhentos dão o tom”, diz o locutor no final do filme. “Temos culpa nisso? Em parte, sim. São as dores do crescimento.” Em seguida, ele afirma que o MBL ainda não sabe o que será do futuro, mas já sabe o que não quer ser. É provável, porém, que o futuro do grupo dependa mais de ele saber o que pretende ser do que o que não pretende.

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1 | 29 Manifestantes realizam um protesto na Avenida Paulista, em São Paulo, em março de 2016. Foto: DIORIO/ESTADÃO CONTE?DO
2 | 29 Também em março do ano passado, centrais sindicais e movimentos sociais e militantes do Partido dos Trabalhadores (PT) fazem manifestação contra o processo de impeachment da Presidente Dilma Rousseff na Praca da Sé no centro de São Paulo. Foto: DANIEL TEIXEIRA/ESTADAO
3 | 29 Um homem segura um caixão com o nome da ex-presidente Dilma, em protesto em maio de 2016, em frente ao Congresso Nacional, em Brasília. Foto: REUTERS/Paulo Whitaker
4 | 29 Tamém em maio, manifestantes contrários ao impeachment desceram a rua da Consolação em São Paulo, em um ato contra o presidente Michel Temer e o afastamento de Dilma.   Foto: CRIS FAGA/FOX PRESS PHOTO/ESTADÃO CONTEÚDO
5 | 29 Manifestante segura um boneco 'pixuleco' de Dilma, em uma vigília na frente do Congresso, em abril. Foto: DIDA SAMPAIO/ESTADÃO
6 | 29 Policiais revistam homens, em uma confusão com manifestantes a favor da presidente Dilma Rousseff que acompanham a votação do Senado Federal no gramado do Congresso Nacional. Foto: DANIEL TEIXEIRA / ESTADAO
7 | 29 Manifestantes favoráveis ao impeachment da presidente Dilma Rousseff acompanham a votação do Senado Federal no gramado do Congresso Nacional em Brasilia. Foto: DANIEL TEIXEIRA / ESTADÃO
8 | 29 Comissão Especial do Impeachment aprovou o relatório do relator Jovair Arantes (PTB-GO) por 38 votos a favor e 27 contra, favoravel a continuidade do processo de Impeachment da presidente Dilma Rousseff na Camara dos Deputados em Brasilia. Foto: DIDA SAMPAIO / ESTAD?O
9 | 29 Deputados comemoram a aprovação do impeachment na Câmara. Eles levantam Bruno Araújo (PSDB-PE), que deu último voto necessário e que depois tornou-se ministro das Cidades no governo de Michel Temer. Foto: REUTERS/Ueslei Marcelino
10 | 29 Janaína Paschoal, uma das autoras do pedido de impeachment, fala no Congresso sobre a responsabilidade de Deus no processo  Foto: Agência Senado
11 | 29 Renan Calheiros (PMDB-AL), ex-aliado de Dilma e então presidente do Senado, conversa com o candidato derrotado nas eleições de 2014, senadro Aécio Neves (PSDB-MG), na sessão de votação do impeachment na Casa. Foto: REUTERS/Ueslei Marcelino
12 | 29 Senador Fernando Collor de Melo ( PTC-AL) cumprimenta a senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) na sessão do Senado que decidirá pelo afastamento da presidente Dilma. Foto: ANDRE DUSEK / ESTADÃO
13 | 29 Dilma recebe flores de apoiadores e deixa o Planalto, após ser afastada por 180 dias pelo Congresso, em maio. Foto: WILTON JUNIOR/ESTADÃO
14 | 29 Manifestantes pedem o afastamento de Dilma em Brasília. Foto: DIEGO EMIR/ESTADAO
15 | 29 Manifestantes fazem protesto contra Michel Temer e contra o impeachment da Presidente afastada Dilma Rousseff no vão do MASP na Av. Paulista. Foto: DANIEL TEIXEIRA/ESTADAO
16 | 29 Manifestantes fazem vigília em frente ao Congresso Nacional pelo impeachment de Dilma. Foto: Dida Sampaio/Estadão
17 | 29 Atrizes do filme 'Aquarius', Maeve Jinkings (esq) e Sonia Braga (centro), fazem protesto contra o presidente, à época interino, Michel Temer. "Brasil está sofrendo um golpe de Estado", diziam os cartazes. Foto: REUTERS/Yves Herman
18 | 29 Dilma Rousseff faz pronunciamento no Palácio do Planalto apos ser notificada de seu afastamento pelo Senado por 180 dias apos processo de impeachment no Senado Federal em Brasilia. Ao seu lado, ministros, deputados, senadores e assessores. Foto: DIDA SAMPAIO/ESTADÃO
19 | 29 Presidente da FIESP, Paulo Skaf, em frente ao prédio da instituição na Av. Paulista, em São Paulo, onde foi montado o "acampamento" pró-impeachment. Foto: RAFAEL ARBEX / ESTAD?O
20 | 29 Pato montado em frente ao prédio da FIESP, na Av. Paulista Foto: MARCO AMBROSIO/ ESTADÃO CONTEÚDO
21 | 29 Mulheres protestam contra o impedimento de Dilma, em maio. Foto: REUTERS/Roosevelt Cassio
22 | 29 Manifestantes inflam boneco 'pixuleo' de Dilma Rousseff e 'mortadelão'  Foto: RAFAEL ARBEX/ESTADAO
23 | 29 Manifestantes pró-impeachment protestam contra a presidente Dilma em frente ao Palacio do Planalto em Brasilia Foto: DIDA SAMPAIO/ESTADAO
24 | 29 Manifestantes inflam boneco pixuleco na Avenida Paulista, em São Paulo. Foto: RAFAEL ARBEX/ESTADAO
25 | 29 Cantor Lobão fala com manifestantes na Avenida Paulista, em apoio ao afastamento de Dilma. Foto: NILTON FUKUDA/ESTADÃO
26 | 29 Manifestantes posam para foto na Av. Paulista, em manifestação pelo impeachment de Dilma. Foto: TIAGO QUEIROZ/ESTADÃO
27 | 29 Ao deixar o Planalto, após determinarem o afastamento por 180 dias, Dilma Rousseff é abraçada por uma apoiadora. Foto: DANIEL TEIXEIRA/ESTADAO
28 | 29 Dilma abraça apoiadores em frente ao Planalto.   Foto: DANIEL TEIXEIRA/ESTADAO
29 | 29 Apoiadores de Dilma se despedem dela no Planalto. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

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