Mauro Iasi diz que tem proposta de 'poder popular'

O candidato do PCB à Presidência, Mauro Iasi, criticou o presidencialismo no Brasil e afirmou que, se eleito, apresentará um projeto de "poder popular", apostando na "democracia direta". Segundo ele, essa demanda surgiu nas manifestações de junho do ano passado. Iasi também defendeu o fim da política de troca de cargos por apoio do Congresso.

STEFÂNIA AKEL, Estadão Conteúdo

07 de agosto de 2014 | 13h05

No segundo bloco da sabatina do G1, ao responder a perguntas dos jornalistas, o candidato criticou a gestão do PT. "O governo do PT, a partir de 2002, escolheu um tipo de governabilidade que o distanciou das metas e bandeiras populares e do horizonte socialista, ficando preso a uma armadilha na qual teve que trocar seu projeto histórico por uma continuidade de governo", afirmou.

Iasi também defendeu acabar com a Polícia Militar (PM), que, segundo ele, não soluciona o problema da segurança pública, mas o agrava. "Isso tem gerado verdadeiro genocídio no Brasil, principalmente entre a população negra e pobre", ressaltou. Iasi afirmou que o fim da PM é uma exigência para se pensar em uma política de segurança pública de longo prazo.

O candidato defendeu também o fim da rede privada de saúde, criticando os altos preços e o atendimento dos planos que, segundo ele, são "campeões de reclamações" por parte dos usuários.

Questionado sobre quem apoiaria no segundo turno, Iasi afirmou que pensará nisso na hora adequada. "O PT tem a jogada de antecipar esse debate, mas segundo turno é outra eleição", comentou. Mesmo assim, ele acrescentou: "Se eu tivesse que escolher alguém hoje, eu escolheria Zé Maria (PSTU) ou Luciana Genro (PSOL)."

No terceiro bloco, o candidato se colocou a favor das cotas raciais, da eutanásia, do fim do direito de herança, de um salário mínimo de R$ 2.915, do Bolsa Família e da legalização da maconha.

O próximo entrevistado pelo G1 será o candidato do PSB à Presidência, Eduardo Campos, na próxima segunda-feira.

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