Matarazzo fica na equipe de Alckmin

Ele ainda indicou Paulo Barbosa, Jorge Pagura e Edson Aparecido, quase encerrando nomeações

Gabriel Manzano e Ricardo Leopoldo / SÃO PAULO, O Estado de S.Paulo

29 Dezembro 2010 | 21h23

A dois dias de sua posse, o governador eleito de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), praticamente completou seu secretariado com a definição, nesta quarta-feira, 29, de mais quatro pastas. Ele manteve Andrea Matarazzo na Cultura e convocou Paulo Barbosa para o Desenvolvimento Social, o neurocirurgião Jorge Pagura para Esportes e Lazer e Edson Aparecido para uma nova e importante secretaria, a de Desenvolvimento e Gestão Metropolitana.

 

Faltavam, no início da noite de ontem, os nomes para Energia, Gestão Pública e Agricultura – para a qual estava quase certa a permanência de João Sampaio.

 

Tendo dado cargos a nomes do PV (Edson Giriboni), ao PSB (Marcio França) e PPS (Davi Zaia), Alckmin indicou que o PMDB poderia ser também convidado para uma dessas três pastas restantes.

 

O grande premiado do dia foi Edson Aparecido. Sua nova pasta terá uma "missão estratégica" de traçar políticas para três grandes concentrações urbanas do Estado – as regiões da Baixada Santista, de Campinas e da Grande São Paulo, que concentram, em 8 mil quilômetros quadrados, metade da população paulista.

 

"A secretaria terá um papel importante na articulação de políticas públicas entre União, Estado e municípios. Cuidará de atividades ligadas a educação, cultura e habitação", resumiu Aparecido. São 39 cidades da Grande São Paulo, 19 de Campinas e outros 9 da Baixada Santista.

 

Integração. Alckmin ressaltou a importância de integração, citando como exemplo que uma eventual inundação na região do Mercado Municipal de São Paulo, pode requerer obras de saneamento na cidade de Mauá.

 

O governador eleito destacou, ainda, que pretende trabalhar com o governo federal para viabilizar seus projetos. Disse já ter conversado com a presidente eleita Dilma Rousseff no dia 1º de novembro, logo após o segundo turno, para manifestar seu apoio. "São Paulo vai bem quando o Brasil vai bem e o Brasil vai bem quando São Paulo está bem", comentou então.

 

Garantiu, na entrevista, que "não haverá nenhum tipo de privilégio ou segregação política" na relação com os municípios. "Dinheiro público não tem carimbo de partido", completou, mas lembrando que o PSDB é oposição e, como tal, "vai atuar de forma responsável".

 

Ele evitou comentários, também, sobre a possível permanência de Gesner de Oliveira, muito ligado ao ex-governador José Serra, no comando da Sabesp. "A questão das estatais será definida em um segundo momento", avisou. Sua intenção é fechar primeiro o secretariado, para só então definir nomes nas estatais, fundações e autarquias.

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