Dida Sampaio/Estadão
Dida Sampaio/Estadão

Marun vê 'mascotes do retrocesso' na liderança de pesquisa e diz esperar 'lucidez' do eleitorado

Sobre pesquisa que aponta recorde de impopularidade do governo de Michel Temer, o ministro insinuou existir um movimento articulado para que 'feitos' da administração do MDB não sejam reconhecidos

Vera Rosa, O Estado de S.Paulo

10 Junho 2018 | 20h25

BRASÍLIA - O ministro da Secretaria de Governo, Carlos Marun, disse neste domingo  esperar um "momento de lucidez do eleitorado" e chamou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o deputado Jair Bolsonaro (PSL) de "mascotes do retrocesso".

Ao ser questionado sobre o resultado da pesquisa Datafolha, mostrando que 82% dos brasileiros consideram o governo de Michel Temer ruim ou péssimo -- um recorde de impopularidade -, Marun insinuou existir um movimento articulado para que "feitos" da administração do MDB não sejam reconhecidos.

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"Qual das atitudes do governo foi errada?", perguntou ele. "Embora estejamos em uma situação difícil, nós temos de continuar fazendo o que é certo e lamentamos que a população não reconheça as coisas boas que fizemos. Aliás, todos os que estão na liderança da pesquisa são mascotes do retrocesso", afirmou o ministro, em uma referência indireta a Lula e a Bolsonaro.

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O deputado do PSL lidera a corrida ao Palácio do Planalto nos cenários sem Lula, com 19% das intenções de voto. Mesmo preso, o ex-presidente ainda obtém 30% das preferências.

"Continuamos à espera de um momento de lucidez do eleitorado, para que tudo que fizemos não se perca nessas eleições", insistiu Marun. Para o ministro, todas denúncias contra Temer fazem parte de uma "conspiração" política.

Pesquisas encomendadas pelo Palácio do Planalto indicam que Lula, mesmo se for impedido de levar adiante sua candidatura, por causa da Lei da Ficha Limpa, será forte cabo eleitoral nesta campanha. Até agora, a cúpula do MDB avalia que um concorrente ungido pelo petista poderá ter mais apoio do que Ciro Gomes (PDT).

Temer chamou Marun para uma conversa reservada, na semana passada, e pediu para que ele amenizasse as declarações contra o pré-candidato do MDB, Henrique Meirelles, ex-ministro da Fazenda e hoje com no máximo 1% das intenções de votos, segundo o Datafolha. Marun havia defendido a retirada da candidatura de Meirelles e de outros presidenciáveis do centro político, em nome da união desse bloco na disputa.

"Tenho uma opinião pessoal, de que ainda não conseguimos uma candidatura que demonstre força eleitoral, mas não faço mais comentários sobre isso", disse o chefe da Secretaria de Governo. Perguntado sobre os motivos que levaram ao desaquecimento da economia, após a saída de Meirelles da equipe, Marun disse que a culpa não é do governo. "Quem não segue a receita não pode reclamar do médico", argumentou ele, ao citar a falta de apoio para a votação da reforma da Previdência no Congresso.

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