Martus manifesta alívio com aprovação do Orçamento

O ministro do Planejamento, Orçamento e Gestão, Martus Tavares, manifestou há pouco, no programa "Bom Dia Brasil", da Rede Globo, alívio com a aprovação do Orçamento Geral da União para 2002, na madrugada de hoje, pelo Congresso Nacional. "Quem ganhou foi o governo, mas quem ganhou principalmente foi a sociedade, tendo Orçamento", disse ele. "Por um lado, damos um sinal para o mercado da responsabilidade com que conduzimos a política fiscal do País e, por outro lado, todos os cidadãos terão os serviços públicos de toda natureza porque, do contrário, sem aprovação do Orçamento, alguns serviços não seriam prestados". Ele observou, também, que a aprovação do Orçamento do próximo ano demonstrou a capacidade de mobilização do Congresso e também da base aliada do governo para chegar a um entendimento com a oposição. "Eu acho que o resultado foi bom", avaliou o ministro. Martus informou ainda que, além dos R$ 8 milhões que o ministro da Integração Nacional, Ney Suassuna, conseguiu incluir no Orçamento da União de 2002 para remediar danos causados pelas cheias no Estado do Rio de Janeiro, o Estado ainda receberá outros R$ 13 milhões para a mesma finalidade, cuja liberação está sendo autorizada pelo presidente Fernando Henrique Cardoso. O ministro admitiu que o governo adota uma posição de cautela quanto às estimativas de receita, no encaminhamento das propostas orçamentárias anuais ao Congresso. Ele fez esta observação quando questionado sobre a discussão que aflora anualmente, quando da previsão dos gastos do Orçamento do ano seguinte. "Nós ainda estamos em fase de transição de um processo de orçamento altamente inflacionário para um de orçamento de economia estabilizada", afirmou. "Eu acho que nós - governo - ainda não nos entendemos adequadamente com o Congresso quanto a essa questão. Sempre há uma desconfiança de que o governo subestima a receita e, da nossa parte, sempre colocamos que o Congresso a superestima. Talvez a verdade esteja no meio do caminho", admitiu. "A experiência dos últimos anos tem mostrado isso. Mas, de nossa parte, é por razões macroeconômicas. Nem sempre o cenário macroeconômico se confirma e isso faz com que a receita se torne maior ou menor do que a inicialmente prevista."

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