Martus espera "boa discussão" sobre Orçamento

O ministro do Planejamento, Martus Tavares, está confiante no apoio dos parlamentares à proposta de Orçamento da União para 2002. "A maioria dos congressistas entenderá as dificuldades para a elaboração do orçamento e as prioridades estabelecidas", disse o ministro. "Eles confirmarão as prioridades da proposta". Tavares reconhece que "vozes contrárias" irão se manifestar, mas diz que não tem dúvidas de que será possível uma boa discussão no Congresso. A despeito do otimismo, Tavares reconheceu que o fato de 2002 ser um ano eleitoral torna a discussão mais "acalorada". "Isso é normal. Em todo ano que tem eleição, em qualquer país do mundo, se dá dessa forma. Temos que tratar isso com naturalidade. É natural que os ministros, parlamentares e governadores peçam mais recursos", afirmou acrescentando: "Temos que enfrentar com naturalidade a realidade, mesmo que ela seja mais difícil". Segundo o ministro, a proposta orçamentária de 2002 foi a mais difícil em que ele trabalhou, das oito que coordenou. "Foi a com mais tensão, pressão e estresse", afirmou. Ele ressaltou que o País passou por momentos adversos que mudaram a conjuntura da economia e que tornaram mais difícil a elaboração da proposta. Ele citou como exemplo a conjuntura internacional desfavorável, a crise de energia e a necessidade de complementação do reajuste dos servidores em 2002, entre outros. "Isso tudo gera dificuldade de se fazer a escolha. A realidade é difícil. Muitas vezes a palavra do ministro não é bem interpretada. Parece que ele está fazendo terrorismo, mas na verdade trata-se de um trabalho sério", justificou.

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