Martus descarta novos aumentos no valor do mínimo

O ministro do Planejamento, MartusTavares, descartou hoje a possibilidade de serem reabertasnegociações para novos aumentos no valor do salário mínimo, comodeseja a oposição. "Não se trata de não querer negociar, mas é que já temosalgumas dificuldades nesse orçamento, que somam R$ 4,6 bilhões,e que precisamos resolver", declarou o ministro, que se referiaaos recursos que precisam ser encontrados para cobrir o reajusteda tabela do imposto de renda (R$1,8 bilhão), contribuição dosinativos (R$1,4 bilhão), que não foi aprovada, e o aumento domínimo de R$ 189 para R$ 200 (R$ 1,4 bilhão)."Tá na hora da gente concluir as votações e aprovar o orçamentoe não de reabrir as negociações", afirmou Martus Tavares. "Porisso, fazemos apelo à base (governista) para que vote nacomissão e em seguida no plenário, de preferência esta semana e,se não for possível agora, que seja na semana que vem", pediu oministro.Martus Tavares salientou ainda que a aprovação do orçamento de2002 ainda este ano é "um sinal importante para os investidores é um sinal de responsabilidade com as metas". Para o ministro,este fato ajudará a diferenciar o Brasil da Argentina, queenfrenta uma série crise.Caso o orçamento não seja aprovado, observou o ministro, só sepode liberar recursos para as ações continuadas, ou seja,pessoal, previdência, pagamento de dívidas e transferênciascontinuadas. "A compra de livros didáticos, por exemplo, seriauma das ações prejudicadas se não houver aprovação doorçamento", salientou o ministro, acrescentando que seria umprejuízo muito grande para o País. "Estou de plantão,mobilizando a base para a votação do orçamento", comentou oministro, que está pessoalmente telefonando para os líderes,além dos próprios deputados e senadores. "Queremos que tudo seresolva logo."60 projetos - Além da votação do orçamento de 2002, considerada prioritáriapelo governo, o ministro Martus Tavares apelou aos parlamentaresque aprovem também os 60 projetos que alteram o orçamento de2001, que estão pendentes no Congresso. Metade deles já foiaprovada na comissão mista do orçamento, mas depende ainda doplenário. Se esses recursos não forem votados até semana que vem ficarão perdidos, ou seja, não poderão ser usados para maisnada, já que são verbas carimbadas. "É uma economia que nãoqueremos fazer", comentou o ministro, ao explicar que sãoverbas que possuem destinação pré-estabelecida.

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