Martins promete reforma para reduzir máquina no PI

O governador reeleito do Piauí, Wilson Martins (PSB), afirmou, em entrevista coletiva realizada hoje na residência oficial, que pretende fazer uma reforma administrativa para reduzir o tamanho da máquina do Estado. Ele disse querer nomear os secretários por critérios técnicos e vai dar prioridade à saúde na sua gestão. "Não se pode gastar mais do que arrecada e tem que arrecadar mais. Temos que compatibilizar as receitas e despesas. Então, a máquina vai ser no tamanho que o Estado suporta", afirmou.

LUCIANO COELHO, Agência Estado

01 de novembro de 2010 | 16h02

Uma reforma administrativa ainda está sendo pensada e será encaminhada à Assembleia Legislativa com intuito de reduzir órgãos e secretarias. "Estamos estudando a redução do tamanho da máquina. Isso deve estar pronto até dezembro. Tudo pronto e acabado", adiantou. "Temos que trabalhar com segurança e gastar só o que arrecada, de acordo com o tamanho do Estado", enfatizou.

Na quarta-feira, o governador viajará para Brasília e terá reuniões em ministérios, com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e com a presidenta eleita Dilma Rousseff (PT) sobre retomada de obras que estavam paralisadas. Ele disse que quer dar prioridade a projetos de infraestrutura do Estado que dependem de repasses federais.

"Dilma, quando esteve no Piauí, prometeu ações para o desenvolvimento do Estado, em energia, saneamento, infraestrutura, estradas, porto e aeroporto. Vamos cobrar. Vamos levar os projetos em andamento para que tenham viabilidade e precisamos da ajuda do governo federal", afirmou.

Sobre a composição da equipe de governo, Wilson Martins contou que os atuais secretários continuam nos cargos até o final de dezembro. Segundo ele, a composição da nova equipe vai seguir critérios técnicos, apesar das indicações políticas. Mas esse é um assunto que fica para depois das festas de Natal.

Saúde

Wilson Martins - que faz parte da mobilização dos governadores para regularizar a Emenda Constitucional 29 e pela reedição da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) - elegeu como principal prioridade a saúde.

"Já estivemos tratando desse assunto também com o governador Jaques Wagner (PT, da Bahia), Cid Gomes (PSB, do Ceará), Renato Casagrande (PSB, do Espírito Santo) e Eduardo Campos (PSB, de Pernambuco) para garantir a aprovação da Emenda 29. Tem que ser regularizada", disse.

"E ainda temos que reeditar a CPMF para capacitar a saúde de investimentos e gestão pública. Com isso, vamos valorizar mais os servidores da saúde. Vamos ter condições de saúde em todos os municípios", afirmou o governador. "CPMF quem paga são os ricos, os grandes, que podem ajudar a financiar a saúde dos mais pobres."

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