Martins Cardozo pode substituir Tarso na Justiça

Disposto a não disputar um novo mandato na Câmara, em 2010, o deputado José Eduardo Martins Cardozo (PT-SP) é cotado para substituir o ministro da Justiça, Tarso Genro, que deixará o cargo no ano que vem para concorrer ao governo do Rio Grande do Sul. Candidato à presidência do PT e integrante do grupo político de Tarso, Martins Cardozo conta com a simpatia da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, mas enfrenta resistências dentro do próprio partido. Martins Cardozo desconversa: ?Quem decide sobre seus ministros é o presidente e eu nunca ouvi falar que ele vá me chamar."

AE, Agencia Estado

28 de julho de 2009 | 10h03

Em recente conversa no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) - sede provisória do governo enquanto o Palácio do Planalto está em reforma -, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva mencionou a possibilidade de deslocar o deputado para a vaga de Tarso, mas não bateu o martelo sobre o assunto. Ele ainda avalia a conveniência de deixar a pasta da Justiça sob o comando do secretário executivo, Luiz Paulo Barreto. O problema, no seu diagnóstico, é o controle da Polícia Federal (PF), instituição subordinada à Justiça e fonte de eterna preocupação para o Planalto.

Lula queria que Martins Cardozo desistisse da candidatura no PT e apoiasse a chapa da corrente Construindo um Novo Brasil, o antigo Campo Majoritário, liderada pelo presidente da BR Distribuidora, José Eduardo Dutra. Ficou muito contrariado com a insistência do grupo de Tarso, intitulado Mensagem ao Partido, de manter o deputado no páreo, mesmo com a chance de vê-lo na cadeira de ministro.

Na avaliação do presidente, a disputa no PT num ano que antecede a corrida eleitoral de 2010, numa queda de braço com o PSDB, tem de ser um exemplo de unidade, e não dividir ainda mais o partido. Marcada para novembro, a eleição que renovará a cúpula petista é considerada estratégica porque o escolhido para comandar o partido tomará posse em fevereiro e deve coordenar a campanha de Dilma ao Planalto. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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