Marta vai mostrar projetos sociais a Blair

No encontro reservado de 20 minutos com o primeiro-ministrobritânco, Tony Blair, a prefeita de São Paulo, Marta Suplicy (PT), tem duas missões: mostrar os projetos sociais do governopetista - como o Renda Mínima e o programa de inclusão digital - e, mais importante, apresentar a concepção de governo de"oposição" no Brasil."É importante mostrar a complexidade da política brasileira e que existem no País visões amplas", afirmouo secretário Municipal de Relações Internacionais, Jorge Mattoso.Para o secretário, o calendário eleitoral de 2002 desperta o interesse de outros países em conhecer realizações de governos departidos de oposição. São Paulo e a administração Marta Suplicy seriam uma vitrine."Existe a possibilidade real de que a oposição venha a ganhar a eleição no País e há interesse de outros governos em conheceressa realidade."O convite para o encontro partiu do primeiro-ministro.A reunião, de acordo com Mattoso, servirá também para reafirmar o interesse da Prefeitura em ampliar a importância no cenáriointernacional."A cidade tem papel importante em estreitar as relações entre a União Européia e o Mercosul. São Paulo é muitomaior do que muitos países e, por isso, exerce papel significativo."Apesar de falar dos programas sociais, Marta nãodeverá "passar o chapéu" durante a reunião com Blair.As prováveis parcerias deverão ser discutidas em outras instâncias. Apartir do encontro é que poderá haver uma cooperação maior entre os governos municipal e britânico.A cooperação inglesa já aparece em tímidas realizações, como algumas atividades do Conselho da Mulher, que são realizadasem parceria com o Conselho Britânico.O projeto da inclusão digital, com a criação de telecentros na periferia da cidade tambémdeverá receber atenção de Tony Blair.Marta já agendou reuniões com o chanceler alemão, Gerhard Schöeder, para o fim de agosto, e com o prefeito de Milão, Gabriele Albertini, em setembro.O último evento, com o italiano, deve representar as parcerias mais favoráveis. SegundoMattoso, as duas cidades têm um acordo de irmandade assinado há 40 anos e que deve ser retomado.

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