Marta Suplicy: SP não investe no combate à violência contra a mulher

Segundo a senadora, no último ano 55 mil mulheres foram vítimas de lesão corporal dolosa

Rosa Costa, de O Estado de S. Paulo

08 de agosto de 2012 | 17h08

Distante da campanha de Fernando Haddad, candidato do PT à Prefeitura de São Paulo, a senadora Marta Suplicy (PT-SP) estreou nesta quarta-feira, 8, no esforço concentrado do Senado criticando a omissão dos principais apoiadores do candidato do PSDB, José Serra - o governador Geraldo Alckmin e o prefeito Gilberto Kassab - nas questões relacionadas à mulher. Sem citar nomes, Marta disse que o Estado de São Paulo não tem orçamento destinado ao combate à violência à mulher, uma situação distante da que seria esperada do Estado mais rico da União.

"O problema das mulheres agredidas e assassinadas tem sido tratado como ocorrência pouco importante ou relevante", denunciou. "Mais grave, além de não haver recursos orçamentários, também não há a devida contrapartida aos recursos federais, quer dizer, o recurso que entra para o combate à violência contra a mulher é da União, do Estado não tem, é zero", disse no discurso sobre os seis anos da Lei Maria da Penha, contra a violência à mulher.

A senadora mostrou números chocantes no Estado, como o assassinato de 663 mulheres em 2010 e a taxa acima de oito homicídios em 100 mil mulheres constatada em 9 municípios do Estados, relacionados num total de 97 localidades do País. "De setembro de 2011 a maio deste ano, tivemos 55.174 casos de mulheres vítimas de lesão corporal dolosa e, destes, 34.906 casos foram no interior", informou, citando dados da Secretaria de Segurança Pública do Estado. "A violência se tornou um fenômeno porque nós estamos vendo pelos dados que os homens morrem nas ruas e as mulheres morrem e são agredidas em suas casas", afirmou, referindo-se ao Mapa da Violência de 2012, elaborado pelo Instituto Sangari.

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