Marta Suplicy se reúne com Temer e cúpula do PMDB em Brasília

Encontro de senadora com membros da legenda acontece na véspera do congresso do partido, que deve explicitar novas críticas ao governo da presidente Dilma Rousseff.

Carla Araújo e Isadora Peron, O Estado de S.Paulo

16 Novembro 2015 | 19h56

BRASÍLIA - No dia em que assumiu que será candidata à Prefeitura de São Paulo, a senadora Marta Suplicy (PMDB-SP) vai receber na noite desta segunda-feira, 16, nomes importantes do PMDB para um jantar em sua casa em Brasília. O encontro, que vai contar com a presença do vice-presidente Michel Temer e do presidente da Fundação Ulysses Guimarães, Moreira Franco, acontece na véspera do congresso da legenda, que deve explicitar novas críticas ao governo da presidente Dilma Rousseff.

Marta deixou o PT em abril e já defendeu publicamente o rompimento do PMDB com o Palácio do Planalto. Essa decisão, porém, não vai ser tomada nesta terça-feira, 17. Hoje, durante a reunião de coordenação, Temer tranquilizou os ministros e os líderes petistas reforçando que o encontro não vai ter um caráter deliberativo. Essa decisão teria que ser homologada em convenção nacional da sigla, marcada para março do ano que vem. 

Na avaliação de interlocutores do governo, haverá bastante "barulho" dos descontentes do PMDB nesta terça, mas a ordem no Planalto é reagir com "serenidade" às críticas, para evitar novos problemas com o partido aliado e, principalmente, um afastamento maior entre Dilma e o vice.

No encontro de amanhã, que contará com a participação do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), enfraquecido por conta das denúncias de corrupção, Temer deve se pronunciar em defesa do documento intitulado "Uma ponte para o Futuro", mas não deve alimentar a discussão sobre um eventual desembarque do governo.

Segundo Moreira Franco, que organiza o encontro, o documento apresentado ao partido traz medidas econômicas de natureza imediata para recuperar a estabilidade fiscal do País e a capacidade do governo em promover a justiça social. Em agosto, Temer deixou a articulação o governo depois de uma declaração que criou polêmica, ao afirmar que o país precisava encontrar "alguém capaz de reunificar a todos". Nos últimos meses, porém, o vice se recolheu e começou a adotar um tom mais cauteloso em suas falas públicas.

Hoje, após participar da reunião de coordenação, o ministro da Aviação Civil, Eliseu Padilha, minimizou movimentações de parte do PMDB que pede a saída do partido da base aliada e reforçou o compromisso com o governo. "Nós vamos ter as mais variadas manifestações. E o que a direção do partido tem que ter é habilidade suficiente para aferir qual é a vontade majoritária do partido", disse. Segundo o ministro, os peemedebistas que hoje defendem a saída do governo ainda representam "um seguimento minoritário dentro do partido."

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