Marta Suplicy se encontra com FHC

A prefeita de São Paulo, Marta Suplicy, se encontrou hoje com o presidente Fernando Henrique Cardoso, a quem pediu refinanciamento da dívida mobiliária da prefeitura com a União. Marta sustenta que os 13% da arrecadação do município que devem ser pagos mensalmente pela prefeitura não devem incidir sobre o orçamento total da cidade, como está previsto no contrato de renegociação da dívida em vigor. Ela sugere que 30% desses recursos sejam preservados para a educação e 15% para a saúde e que os 13% incidam apenas sobre o restante do orçamento do município. Ela quer que o montante dos pagamentos da capital paulista à União seja reduzido de R$ 80 milhões para R$ 40 milhões mensais e o alongamento do perfil da dívida de 30 para 50 anos. Marta disse que é impossível que uma cidade que continua sendo a porta do Brasil para o mundo se encontre numa situação tão difícil, criada por administrações anteriores. "O cidadão não pode pagar por uma dívida que não foi contraída por ele", sustentou. A prefeita disse, ainda, que a cidade de São Paulo está estrangulada pela Lei de Responsabilidade Fiscal e que os recursos excedentes da renegociação da dívida poderiam ser utilizados, por exemplo, no recapeamento de estradas e no reaparelhamento das administrações regionais. RoseanaA prefeita de São Paulo disse que é bom para o País o fato de uma mulher estar concorrendo como pré-candidata à Presidência da República. "Já temos uma mulher na prefeitura da maior cidade do País, e outra candidata, esta para presidente; isto é muito bom para nós, mulheres", afirmou. Questionada se mudaria algo o fato de essa mulher (a governadora do Maranhão, Roseana Sarney) ser pré-candidata pelo PFL, Marta afirmou: "Estou falando de gênero na política. Daí a votar nela para presidente é outra coisa".

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