Marta Suplicy foi o principal alvo de críticas no debate em SP

O nome da prefeita e candidata à reeleição pelo PT, Marta Suplicy, não foi citado uma única vez durante o primeiro debate entre os candidatos à prefeitura de São Paulo realizado pela TV Globo, mas sua gestão não foi poupada durante uma hora de programa, do qual participaram apenas Luiza Erundina (PSB), Paulo Pereira da Silva (PDT) e Francisco Rossi (PHS). Marta e os candidatos José Serra (PSDB) e Paulo Maluf (PP) ? os três primeiros colocados nas pesquisas de opinião - fizeram um acordo de ir a debates somente após o dia 1º de agosto.Nos cinco blocos, nos quais os participantes se trataram com muita cordialidade, foi desfiado um rosário de críticas à administração petista que, segundo eles, criou taxas em excesso, Centros Educacionais Integrados (CEUs) para uma minoria, não deu atenção à saúde, retirou recursos da educação. Até mesmo na área de transporte público, onde a prefeita tem como uma das suas vitrines de campanha o Bilhete Único, foi criticada por Erundina e Paulinho a falta de parceria com o governo estadual para construção de mais linhas de Metrô. As parcerias que, quando candidatos, todos os políticos juram que irão fazer.Além das críticas à prefeita Marta Suplicy, não faltaram promessas, muitas promessas. O campeão, sem dúvida, foi o presidente da Força Sindical, Paulo Pereira da Silva, com uma dúzia de ofertas aos eleitores, que tiveram como principal bandeira o desemprego, tema que aparece em todas as pesquisa como a principal preocupação dos brasileiros. O fim da taxa de lixo foi consenso entre os debatedores.Paulinho prometeu espalhar os Centros de Solidariedade mantidos pela Força Sindical por todas cidade. ?Para o cidadão procurar emprego no seu bairro?, garantiu o candidato, que chegou a admitir ter limitação em relação a alguns temas sobre cidade, quando perguntado por Rossi sobre o Estatuto da Cidade. ?Meu forte é o emprego?, garantiu Paulinho.Erundina demonstrou a vantagem de conhecer melhor os problemas da cidade que já governou. E teve o discurso mais contundente contra Marta Suplicy, dando indícios de que pretende disputar com a petista a mesma parcela de eleitorado. A ex-prefeita chegou a classificar de ?promíscua? a relação de Marta com a Câmara Municipal. Acusou a prefeita de garantir uma folgada maioria em troca de cargos para os vereadores. ?É no mínimo estranho ela ter 45 dos 55 vereadores?, avaliou.Rossi fez três singelas promessas. Vai construir casas para diminuir o problema habitacional e garante que vai gerar ?sete empregos diretos e 12 indiretos? por imóvel. Deu um cutucão em José Serra, ex-ministro da Saúde do governo Fernando Henrique, ao afirmar, em tom irônico, ?que vai ter um candidato que vai falar muito de saúde?. Conseguiu arrancar de Erundina a declaração de ela não irá reprimir as invasões urbanas a acusou Paulo Maluf de ter ?plagiado? o Cingapura dos projetos habitacionais que desenvolveu ao administrar Osasco, na Grande São Paulo. Mas usou o mesmo discurso de Maluf, ao afirmar ?que sempre é criticado nas eleições?, possivelmente se adiantado às denúncias que surgiram contra ele em pleitos anteriores, que o candidato classificou de ?calúnias?. Agradeceu a presença de sua mãe no estúdio e evocou a ?palavra de Deus?.

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