Marta só declara apoio após PT definir candidato em SP

Senadora, que retirou nome da disputa eleitoral em 2012, disse não ter sido procurada por Lula para discutir ajuda à campanha de Haddad

Gustavo Uribe, da Agência Estado

10 de novembro de 2011 | 13h23

A senadora Marta Suplicy (PT-SP) negou nesta quinta-feira, 10, a possibilidade de anunciar apoio a um dos nomes do PT cotados à Prefeitura de São Paulo antes da definição partidária sobre o candidato da sigla na disputa de 2012. Ela disse que ainda não foi procurada pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para discutir um apoio formal à pré-candidatura do ministro da Educação, Fernando Haddad. O ex-presidente havia afirmado que se reuniria nesta semana com a senadora em almoço no Instituto Lula, na capital paulista. Mas os efeitos colaterais da primeira sessão de quimioterapia a que foi submetido no tratamento contra um câncer na laringe o impediram de cumprir agenda nos últimos dias.

"Não, só depois de escolhida a pessoa", respondeu Marta ao ser questionada se anunciaria apoio a algum dos três pré-candidatos do partido. "Isso é uma decisão partidária", acrescentou.

Estão na disputa os deputados federais Jilmar Tatto (SP) e Carlos Zarattini (SP), além de Haddad. Marta não quis arriscar um palpite se haverá ou não uma eleição interna do PT para escolher o nome que vai concorrer à sucessão do prefeito Gilberto Kassab (PSD). A senadora participou hoje do "+ Mulher 360", coordenado pelo Walmart Brasil na capital paulista.

Serra - Marta comentou a declaração feita pelo ex-governador José Serra (PSDB), na segunda-feira, de que a eventual candidatura da petista seria mais forte do que o lançamento do nome do ministro da Educação. "É uma posição do José Serra, que quer ser candidato", afirmou.

A desistência dos senadores Marta Suplicy e Eduardo Suplicy (SP) de suas pré-candidaturas não foi o bastante para sepultar a realização das prévias petistas. Os deputados federais Jilmar Tatto e Carlos Zarattini ainda têm demonstrado resistência em abrir mão da disputa, o que tem levado lideranças do PT a buscar um acordo que evite a eleição interna, prevista para o dia 27 de novembro.

Haddad deve se encontrar amanhã com Tatto, num esforço para demovê-lo da corrida eleitoral. Zarattini deve se reunir ainda hoje com suas bases partidárias para tratar de um eventual acordo para a disputa interna. A expectativa de aliados do ministro é de que, até o início da próxima semana, os pré-candidatos do PT cheguem a um acordo.

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