Marta sinaliza que vai ficar de fora de campanha de Haddad

Petista diz que só está comprometida com sua atuação no Senado e na campanha de reeleição de Dilma em 2014

Daiene Cardoso - Agência Senado,

29 Junho 2012 | 15h21

São Paulo, 29 - A senadora Marta Suplicy (PT-SP) sinalizou claramente nesta tarde que deve ficar fora da campanha do petista Fernando Haddad à Prefeitura de São Paulo. Após audiência da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que apura a violência contra a mulher no País, Marta foi questionada sobre sua participação na campanha e disse que não falaria sobre o assunto. "Olha, vou dedicar os oito anos ao trabalho no Senado e à reeleição da presidente Dilma Rousseff. Essa é a minha postura, meu empenho nestes oito anos para os quais eu fui eleita senadora", desconversou Marta.

Indagada mais de uma vez sobre a sua posição, Marta voltou a responder que só está comprometida com sua atuação no Senado e com a campanha à reeleição de Dilma Rousseff em 2014.

A senadora evitou comentar o apoio do PP, do deputado federal Paulo Maluf (SP), a Haddad, mas também deixou claro seu sentimento em relação à aliança: "Só posso falar por mim. Nós temos em São Paulo um grupo de pessoas que apoiam Maluf e o resto, as outras pessoas, têm urticária quando ouvem o nome do Maluf", resumiu.

Com semblante sisudo, a senadora comentou apenas a decisão do prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, de proibir a distribuição de sopa aos moradores de rua da capital paulista por ONGs. "Essa é a uma questão a ser feita ao prefeito, que não tem se especializado em fazer atendimento às pessoas mais carentes. Esta é só mais uma das ações", avaliou a petista.

Marta participa nesta tarde de uma audiência pública na Assembleia Legislativa de São Paulo em que parlamentares e entidades de defesa da mulher avaliam o atendimento às vítimas de violência doméstica no Estado. A CPMI foi criada em fevereiro de 2012 com o objetivo de avaliar o atendimento às mulheres vítimas de violência e à aplicação da Lei Maria da Penha nos Estados. Só na última década, mais de 40 mil mulheres foram assassinadas no Brasil por seus parceiros, o que deixa o Brasil na posição de sétimo país mais violento do mundo em relação às mulheres.

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