Monica Zarattini/Estadão
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Marta sabe do meu respeito, mas não terá meu voto, diz Suplicy

'Ela há de compreender que eu preciso colaborar ao máximo para que a gestão do prefeito que me convidou para ser secretário transcorra da melhor maneira possível', disse o ex-senador sobre sua ex-mulher

Álvaro Campos, enviado especial, O Estado de S. Paulo

10 de setembro de 2015 | 21h15

Curitiba - O ex-senador e secretário municipal de Direitos Humanos de São Paulo, Eduardo Suplicy, afirmou que não deve votar na sua ex-mulher, Marta Suplicy (sem partido), se ela disputar a prefeitura de São Paulo no próximo ano pelo PMDB contra o atual prefeito, Fernando Haddad (PT). Pela primeira vez Suplicy e Marta não estarão no mesmo partido em uma eleição.

"Ela sabe do respeito que eu tenho por ela, do carinho que ambos temos por nossos três filhos, mas ela há de compreender que eu preciso colaborar ao máximo para que a gestão do prefeito que me convidou para ser secretário transcorra da melhor maneira possível", respondeu ao ser questionado pelo Broadcast se votaria na ex-mulher. 

Suplicy disse que respeita a decisão de Marta de sair do PT, mas afirmou que, se tivesse sido procurado por ela, teria orientado a ex-companheira a disputar as prévias dentro do partido. "Agora ela possivelmente terá de disputar prévias dentro do PMDB, que podem ser tão difíceis quanto seriam no PT", comentou. 

Perguntado se tem a intenção de voltar a disputar cargos públicos já em 2016, Suplicy afirmou que "está tudo em aberto". "Em 2016 estarão em disputa os cargos de vereador e prefeito. Hoje não é minha intenção disputar prévias com o Haddad, mas eu poderia, em tese. Repito que não tenho essa intenção, considero muito o Haddad, ele é um homem sério, transparente, e eu quero colaborar para a boa gestão dele. Mas eu seria um potencial forte candidato, como ele também é e a Marta também", afirmou.

Suplicy não quis dizer quem apoiaria em um eventual segundo turno se Haddad não estivesse mais na disputa. "Primeiro vamos ver quem é que vai para o segundo turno, se é que vai haver segundo turno."

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