Marta rebate críticas de Luciana Genro

A prefeita de São Paulo, Marta Suplicy, vice-presidente do PT, rebateu hoje as críticas feitas ontem pela deputada federal Luciana Genro (RS). Incluída no processo aberto na Comissão de Ética do partido, a deputada gaúcha, da Esquerda Socialista, ala mais radical do partido, sinalizou ontem que a direção do partido está com medo de ouvir as bases, sobretudo em relação às reformas. Marta respondeu que a afirmação não condiz com a verdade, porque os delegados do partido elegeram um diretório nacional, que por sua vez elegeu a Executiva. "Se isso não é representativo, eu gostaria de saber o que é representatividade para ela", rebateu.A prefeita disse que a abertura do processo contra Luciana, o deputado João Batista de Araújo, o Babá (PA) e a senadora Heloísa Helena (AL), os chamados radicais, não significa necessariamente que eles sejam expulsos. Podem ser advertidos, suspensos e/ou expulsos, conforme agirem até a votação da comissão. Os três serão automaticamente expulsos se não votarem com a bancada do partido no Congresso."Eles não estão indo à comissão por manifestarem suas opiniões, mas por se articularem com partidos que fazem oposição sistemática e por ameaçarem processar o governo", justificou a vice-presidente do PT.Marta disse que todos os que entram no PT sabem das regras, "mas infelizmente há pessoas que pensam estar além delas." Segundo a prefeita, a regra do partido é que aqueles que discordam das decisões da bancada votam com o partido, mas apresentam voto contrário. "Eu e o (José) Genoino (presidente do PT) fazíamos isso sistematicamente quando éramos deputados", lembrou.

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