Marta quer programa de crédito consignado no turismo

A aplicação de uma política de popularização do turismo, com a adoção de um programa de crédito consignado para pessoas de baixa renda, foi defendida em duas entrevistas concedidas pela nova ministra do Turismo, Marta Suplicy, na manhã desta terça-feira, 27.À rádio Eldorado, a ex-prefeita de São Paulo afirmou que pretende obter autorização do Ministério da Previdência para inserir o crédito consignado para aposentados e famílias, na forma de pagamento às agências turísticas. "Se você pensa no turismo só como o hotel está errado. Nós temos de pensar que o turista compra, come, passeia. Estou marcando reunião com o ministro da Previdência para pedir a liberação do crédito consignado para aposentados. Toda essa parte de operacionalização do turismo que a gente pretende fazer pode ajudar muito o aumento do setor", afirmou a ministra durante a entrevista.Mais cedo, falando à Jovem Pan, Marta pontuou que ainda está ouvindo todas as áreas do Ministério do Turismo para definir sua atuação. Uma delas é a do exterior, que é toda feita pela Embratur, a outra é a de política nacional - talvez, a mais importante - e a de desenvolvimento. "Agora, um ponto muito importante que eu achei é a regionalização do turismo porque ela permite a diminuição das desigualdades sociais e das diferenças no País. Então, isso já é uma prioridade, ou seja, tentar melhorar os municípios que estão em pior situação no País".A ex-prefeita paulistana afirmou que também dá para fazer muita coisa contra o chamado ´turismo sexual´ - uma das marcas internacionais do turismo no Brasil. Além disso, ela se fixará nas parcerias com o Senai, SESI e Sesc para qualificação juntamente com o Bolsa Família. "O futuro a Deus pertence"A nomeação de Marta Suplicy no ministério foi cercada de rumores sobre a possibilidade de a ex-prefeita concorrer à Prefeitura de São Paulo em 2008. Por enquanto, a ministra disse que isso não faz parte de seus planos. "Estou com tanta energia para esse ministério e tem tanta coisa para fazer, que eu não fico desperdiçando minha energia. A idéia é ficar quatro anos, me esforçar muito. Estou percebendo que dá para fazer muita coisa aqui. O futuro a Deus pertence, não vou ficar planejando porque vou sair para ser prefeita, governadora".Questionada como ficará a situação do PT em 2010, sem a presença da Lula na eleição presidencial, a ex-prefeita falou que tudo vai depender das circunstâncias. "Em princípio, acho que é muito difícil o PT, por ter estado à frente da Presidência da República em duas gestões, não ter candidato. Ao mesmo tempo, na política, a gente não tem certeza de nada. Então, fica por aí."De acordo com Marta, o ministério do Turismo vai entrar na campanha para a realização da Copa do Mundo no Brasil, em 2014. "Esse ministério tem uma amplitude muito grande de oportunidades, o que está me agradando muito. É um ministério enxuto, organizado, o Mares Guia fez muita coisa que eu vou dar continuidade. Há coisas também na área social que podem ter um impacto grande, a Copa do Mundo é um exemplo".Perguntada sobre quem foi melhor prefeito depois dela - Serra ou Kassab -, a ex-prefeita exclamou: "Que pergunta horrível!". "Não, eu não posso falar sobre isso, os paulistanos é que devem julgar. Agora, eu sou ministra e vou me relacionar muito bem. Já estou pensando numa série de propostas para levar ao prefeito Kassab para nossa cidade e para o governador Serra. O restante é o povo quem vai julgar". Caos no setor aéreoPara Marta, a situação do setor aéreo está testando a paciência dos brasileiros. "O turismo internacional não foi afetado e sobre os vôos domésticos nós não temos números. Creio que já tenha afetado um pouco, mas é claro que é um desgaste enorme para o governo. Eu me coloca como cidadã brasileira que tem penado nos aeroportos também. Espero que essa reunião dê um encaminhamento à questão".Matéria alterada às 12h53, para acréscimo de informações

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