Marta quer mais apoio do Estado e da União

A prefeita Marta Suplicy disse hoje que espera mais apoio da bancada federal paulista e do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, para resolver problemas como os das enchentes que atingem a cidade. Durante entrevista exclusiva à Rádio Eldorado AM/FM, a prefeita reclamou que faltam ações concretas por parte dos governos estadual e federal e citou como exemplo a promessa de liberação de recursos federais para obras nos Córregos do Aricanduva e do Pirajuçara que, segundo ela, ainda não foram liberadas. ?A bancada federal paulista tem lutado muito pouco pelo Estado e pela cidade", protestou.A prefeita de São Paulo também lembrou o pedido de ajuda feito ao governador Alckmin para obter recursos para as obras no Pirajuçara. Segundo ela, Alckmin ficou de falar com o presidente Fernando Henrique Cardoso pelo telefone. ?Estou esperando o telefonema e a verba até hoje.?MetrôRespondendo ao governador que, ontem, em entrevista à Eldorado, comentou que o Estado está fazendo sozinho as obras na linha 4 do metrô, Marta Suplicy esclareceu que a Prefeitura tem muito interesse em participar, mas que não houve acordo neste sentido. "Nossos técnicos já se reuniram dezenas de vezes com os técnicos do Estado, mas o acordo não sai politicamente. Também não me pergunte por quê, que eu não sei", defendeu-se. Ela afirmou que a Prefeitura ofereceu apoio no que chamou de "operação urbana" para viabilizar transporte público em algumas das saídas das novas estações do metrô. "A Prefeitura pode dar um aporte financeiro, talvez, não muito alto, mas um aporte financeiro bem razoável", garantiu. HabitaçãoA prefeita Marta Suplicy disse que uma parceria com a Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU) - proposta pelo governador Geraldo Alckmin - é "muito bem-vinda" e que a Prefeitura já faz, junto com o governo estadual, alguns empreendimentos que têm funcionado. Na entrevista de ontem, o governador propôs à prefeita uma parceria para urbanizar favelas da capital paulista e transformá-las em bairros. Marta, no entanto, aproveitou a oportunidade para dar um recado à bancada tucana na Câmara Municipal ao lembrar que a proposta sobre a urbanização de favelas depende da aprovação do Plano Diretor. "Sem a aprovação do Estatuto da Cidade nós não temos a condição de fazer muitas urbanizações e isso depende da aprovação do Plano Diretor que vai ser enviado esta semana à Câmara e que espero que seja debatido e aprovado rapidamente pelos vereadores", ressaltou.EscolasA prefeita garantiu, que construirá mais escolas do que as administrações anteriores. "Nós vamos construir escolas como jamais se construiu nas administrações Erundina, Jânio,Paulo Maluf ou Pitta. Isso vai ser a grande obra que eu vou deixar nesta cidade", ressaltou. Segundo a prefeita, foram abertas no ano passado 17 mil vagas em creches, enquanto que os ex-prefeitos Maluf e Pitta, em oito anos de administração, abriram 14 mil vagas.Ela negou que o aumento aprovado para a verba destinada aos gastos com publicidade - de mais R$ 12,5 milhões - prejudicarão sua meta. Para a prefeita, o gasto é necessário para esclarecer e dar transparência sobre como a Prefeitura utiliza o dinheiro público. Marta disse que a publicidade chamando a atenção ao problema provocado pela epidemia de dengue levou a um "êxito extraordinário" no combate a doença por meio de programas veiculados na TV e de cartilhas distribuídas à população. "Enquanto o Rio teve mais de 150 mil casos, nós tivemos pouquíssimos e foi a única cidade que realmente controlou e teve diminuição de casos autóctones", destacou.

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