Marta pode começar a ver eleição sem 2º turno, diz analista

Marco Antonio Teixeira, da FGV, diz que cenário divulgado pelo Ibope começa a preocupar concorrentes

Andréia Sadi, do estadao.com.br

15 de agosto de 2008 | 20h04

A candidata do PT à Prefeitura de São Paulo, Marta Suplicy ,  pode intensificar sua campanha para começar a imaginar uma eleição sem segundo turno. A avaliação é do cientista político Marco Antonio Teixeira, da Fundação Getúlio Vargas. Segundo ele, a petista é a única que tem motivos para comemorar os dados da pesquisa Ibope, encomendada pelo O Estado de S.Paulo e a TV Globo e divulgada nesta sexta-feira, 15. " A única pessoa que tem algo a comemorar é a Marta. De repente, ela pode estar entrando em um cenário tao positivo, que ela pode começar a trabalhar e intensificar a campanha a ponto de imaginar uma eleição sem segundo turno", disse.  Veja também: Perfil de candidatos em São Paulo   Guia do eleitor esclarece dúvidas sobre o pleito   Segundo pesquisa, Marta aparece disparada com 41% das intenções de votos. Na última pesquisa A candidata do PT havia registrado 34% na última pesquisa. Já o candidato Geraldo Alckmin (PSDB) caiu de 31% para 26%. Com uma margem de erro de três pontos porcentuais, Marta abriu uma vantagem de 15 pontos. Na pesquisa anterior, os candidatos estavam tecnicamente empatados na pesquisa induzida - 34% de Marta contra 31% de Alckmin.  Para Teixeira, Marta tem que trabalhar pela "visibilidade" da sua campanha no horário eleitoral, que começa no dia 19 de agosto. Segundo o cientista, o cenário preocupa os adversários da petista, que passa a ser alvo de todos. "Ela é uma faca de dois gumes, ao mesmo tempo em que ela cresce, ela passa a ser alvo de todo mundo. Ninguém quer mais que ela cresça mais a ponto de colocar realização do segundo turno em risco", argumenta. Apesar de ter caído na pesquisa, o cenário não é tão ruim para Alckmin, já que, segundo Teixeira, Gilberto Kassab também perdeu nas intenções de voto. "De alguma forma, se o Alckmin tivesse caído e Kassab aumentado, ele (Alckmin) poderia estar preocupado. Mas assim não", explica.

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