Marta nega que governo federal privilegie SP

A prefeita de São Paulo e candidata à reeleição pelo PT, Marta Suplicy, negou hoje que a capital paulista esteja sendo privilegiada pelo governo federal. Hoje, a União inaugurou, simultaneamente, 17 unidades da Farmácia Popular, sendo dez em São Paulo, cinco em Salvador (com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva), uma em Goiânia e uma no Rio de Janeiro."Temos 11 milhões de habitantes. Nós é que fizemos as reformas e pagamos o aluguel (dos prédios onde as farmácias vão funcionar). O que o governo federal faz é mandar os remédios e, por que não para São Paulo?", questionou ela ao inaugurar a unidade da Sé, na região Central da cidade.Na avaliação da prefeita, São Paulo deveria ter até mais. "O paulistano merece mais e a gente se esforça para ter cada vez mais", disse Marta. A prefeita afirmou que, além das dez unidades que entram em funcionamento hoje, outras dez devem ser inauguradas até o final do mês. Segundo informação do Ministério da Saúde, os preços dos medicamentos na Farmácia Popular chegam a ser até 85% mais baratos do que nas farmácias do mercado. Em São Paulo, estarão sendo oferecidos 86 tipos de medicamentos, que só podem ser comercializados diante de receita médica. Em média, a Prefeitura paulistana vai gastar R$ 4.200 com o aluguel dos prédios onde as unidades das farmácias vão funcionar.CampanhaA prefeita reiterou nesta segunda-feira que a campanha eleitoral ainda não começou. "Por enquanto estou trabalhando. Entregar farmácia popular é muito melhor (do que fazer campanha), fazer Domingo na Paulista é muito melhor e ver Pedro e o Lobo (espetáculo infantil em um CEU da cidade) é muito melhor", comentou. Questionada se não gostava de campanha, respondeu: "Eu adoro campanha. Deixa eu entrar." A prefeita afirmou também que não vai responder as críticas de seus adversários. "Eu estou trabalhando e entregando tudo o que a gente está fazendo. E está indo muito bem."Ao ser indagada se a campanha eleitoral deste ano deveria ser mais fácil do que a de 2000, já que agora ela está no governo, Marta limitou-se a dizer: "Não sei porque ainda não tive a experiência. Não comecei (a campanha) ainda."

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