Marta nega a insinuação de homossexualismo

''É uma pergunta como qualquer outra'', argumenta ex-prefeita, que atacou Kassab

Clarissa Oliveira, O Estadao de S.Paulo

14 de outubro de 2008 | 00h00

Um dia depois de veicular uma propaganda em que levanta questionamentos sobre a vida pessoal do prefeito Gilberto Kassab (DEM), a petista Marta Suplicy negou ontem que tenha procurado fazer qualquer tipo de insinuação sobre o rival. Sob o argumento de que já teve sua própria privacidade invadida, Marta afirmou que mesmo questões como casamento e filhos são aspectos da biografia de um candidato sobre os quais a população tem o "direito" de ser informada. Em sabatina do jornal Folha de S. Paulo, Marta foi diretamente questionada se acredita que "não há insinuação de homossexualismo" na propaganda, que questiona se Kassab é casado e tem filhos. Em resposta, afirmou: "Não, por quê? Não acho. É uma pergunta como qualquer outra". O eleitor, prosseguiu a petista, corre o risco de assinar "um cheque em branco" para um candidato que não conhece, a exemplo do que ocorreu com o ex-prefeito Celso Pitta."As pessoas têm o direito de conhecer todo esse DNA do prefeito Gilberto Kassab", disse, mencionando, por exemplo, o fato de o rival ter integrado a equipe de Pitta. Indagada sobre o fato de associar a disputa política a temas como filhos e casamento, Marta revidou: "Tudo é político, a vida é política".Apesar de dizer que os eleitores têm o direito de conhecer a biografia de Kassab, Marta irritou-se quando o assunto passou a ser sua própria vida pessoal. Questionada na sabatina sobre um trecho de seu livro Minha Vida de Prefeita, em que comenta seu divórcio do senador Eduardo Suplicy (PT-SP), ela devolveu: "O que eu queria colocar a público, não pela Folha, eu escrevi e ponto". Sem esconder a insatisfação, ela continuou: "Não vou me estender na minha vida privada a não ser até onde quero ir".Marta buscou eximir-se da responsabilidade pela propaganda. Após a sabatina, em visita a Santana, zona norte, ela argumentou que o conteúdo é definido apenas pelo marqueteiro João Santana. "Sou responsável por minhas palavras, pelo que eu digo. E o marqueteiro, pela campanha publicitária. Sou menos ainda responsável por insinuações que jornalistas estão fazendo."Ela também voltou a acusar Kassab de esconder sua biografia, dessa vez citando que seu partido é o antigo PFL. "Gilberto Kassab escondeu sim sua trajetória com penas de tucano", disse, em referência ao fato de o prefeito ter como aliado o governador José Serra (PSDB).

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