Marta não comenta crítica de Mantega sobre negociação de dívida

A prefeita Marta Suplicy (PT), candidata à reeleição, recusou-se hoje, durante uma vistoria a um corredor de ônibus no centro da cidade, a comentar a crítica do ministro do Planejamento, Guido Mantega, à proposta da petista de repactuar, se reeleita, a dívida de R$ 27 bilhões da Prefeitura com o governo federal. Mantega afirmou ontem ser contra a negociação de um novo pacto para sanear as finanças de Estados e municípios. No último domingo, a prefeita disse que, se vencer as eleições, irá "sentar com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e repactuar a dívida da cidade".A petista também calou-se ao ser questionada sobre as ressalvas feitas pelo Tribunal de Contas do Município (TCM) sobre as contas da sua gestão referentes ao ano passado. Embora tenham sido aprovadas pelo órgão, o conselheiro Eurípedes Sales disse que elas "demonstram que nenhuma medida eficiente foi adotada para que os gastos realizados permanecessem limitados à receita arrecadada". Em 2003, o governo petista gastou mais do que arrecadou. O déficit foi de R$ 590 milhões.Marta apenas rompeu o silêncio para falar do bilhete único, uma das bandeiras de sua campanha. Dentro de um ônibus, chamou várias vezes os jornalistas para ouvirem elogios de passageiros ao cartão e dizer que as mudanças implementadas pela Prefeitura no transporte público já haviam reduzido em 3% o número de passageiros no Metrô.A prefeita andou de ônibus do Largo do Paissandu, no centro, até a estação de transferência Pedro Corazza, na Barra Funda, zona oeste. O percurso de ida e volta foi feito pelo Passa-Rápido Inajar/Rio Branco/Centro e durou cerca de uma hora. Às 21horas, a petista tem um jantar com lideranças no PTB. O partido é um dos aliados da chapa petista.

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