Marta ignora desafio de Kassab para comparar gestões

A candidata da coligação "Uma Nova Atitude para São Paulo" (PT-PCdoB-PDT-PTN-PRB-PSB) à Prefeitura de São Paulo, Marta Suplicy, ignorou hoje o desafio do candidato do prefeito Gilberto Kassab (DEM) para comparar propostas nas diferentes gestões. "Olha, os debates estão acontecendo, se ele quer comparar propostas, o (jornal) Estado de São Paulo tem um bom editorial hoje que pode responder", disse a candidata, que visitou o comércio do Largo do Japonês, na Vila Nova Cachoeirinha, na zona norte da cidade. O editorial do Estadão de hoje avalia a atuação de Kassab - da coligação "São Paulo no rumo certo" (DEM, PMDB, PR, PV, PRP e PSC) - e da ex-prefeita no projeto de recuperação do centro da cidade. "Na administração anterior, Marta desenvolveu o programa e conseguiu cumprir boa parte dele, mesmo antes de aprovado o empréstimo do BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento)", consta no texto. O editorial afirma que o "centro da cidade está sendo castigado pela descontinuidade na administração pública".Hoje, na inauguração de seu comitê de campanha, o atual prefeito da cidade pediu que sejam feitas comparações entre a atual gestão na Prefeitura e a anterior, da candidata do PT. "Vamos fazer comparações, item por item", afirmou. Kassab disse que lançará um desafio por dia à Marta Suplicy.Acompanhada por assessores, Marta andou pela região do Largo do Japonês por cerca de meia hora, cumprimentando comerciantes e ouvindo pedidos da população. "Tem de tudo, ouve-se muitos agradecimentos, pedidos de empregos, mas o que mais ouço são pessoas dizendo ''eu preciso falar com a senhora'', mas não dizem o que. Aí eu penso: ''O que será que ela queria falar?''", disse Marta a jornalistas. A candidata foi abordada por um jornaleiro da região, que fez reclamações sobre a sujeira na cidade. "A tal da Cidade Limpa não é tão limpa, então né?", disse Marta, criticando o projeto do atual prefeito. A ex-ministra do Turismo disse que "há muito a se fazer" pela região, mas que não conseguiu falar "com toda essa confusão". "Andando na rua, você não identifica nada, só quando você estuda a região. Dá para fazer a rede CEU (Centro de Extensão Universitária), UBS (Unidade Básica de Saúde), metrô da Barra Funda até a Freguesia do Ó, isso dá, é um compromisso", disse ela em meio à multidão que a seguia.

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