Marta fica indignada com acusação de que Silvio ajuda sua candidatura

Confiante de que será a candidata do PT ao governo do Estado de São Paulo, a ex-prefeita Marta Suplicy reagiu com indignação aos comentários de adversários de que as declarações de Silvio Pereira sobre o esquema de corrupção no PT incluindo o nome de Mercadante seria uma estratégia para fortalecer a sua pré-candidatura. "Que horror! Não condiz com nada que se possa imaginar", afirmou Marta, que disputa a candidatura ao governo com o senador Aloizio Mercadante nas prévias que foram realizadas neste domingo pelo partido. Ela ressaltou ainda acreditar que as declarações não afetarão a candidatura do senador porque, na sua opinião, são absurdas.Marta chegou a dizer que pela reação de Pereira ele não deve estar bem de saúde, referindo-se ao fato de após a entrevista para a repórter do jornal "O Globo" ter começado a quebrar objetos no seu apartamento e ter tirado um bloco de anotações da mão da jornalista. "A preocupação é com o Silvio Pereira, porque as declarações não trazem nada de novo e não entendi porque depois ele começou a quebrar sua casa. Achei que ele está muito mal", afirmou.Com a preferência dos petistas na capital, Marta acredita que tem condições de ganhar de Mercadante por sua experiência ao administrar a prefeitura de São Paulo. Embora diga que os dois candidatos têm condições de vencer de José Serra, candidato do PSDB que lidera as pesquisas de intenção de votos, Marta ressaltou que já teve embate com o tucano, o que a ajudaria em uma eventual disputa eleitoral.Marta disse que a unidade do partido está garantida e que se perder nas prévias, no dia seguinte estará no palanque de Mercadante e descartou a possibilidade de ser candidata a outro cargo. "Se não for escolhida pelo partido para disputar o governo de São Paulo vou suar a camisa por outras candidaturas do partido, mas já decidi que não disputarei mais nada", disse. Na lista de palanques que pode subir, Marta citou além do adversário, o ex-marido, senador Eduardo Suplicy, que deve tentar se reeleger ao Senado.Embora oficialmente Suplicy seja o candidato do PT, no Planalto já se cogitou abrir mão da sua candidatura em prol de uma aliança com o PMDB, tendo o ex-governador Orestes Quércia como candidato ao Senado, em uma possível chapa de coligação. Suplicy que votou logo depois de Marta nas prévias do PT, afirmou que sua candidatura foi garantida tanto por Mercadante como por Marta e Paulo Frateschi, presidente estadual do PT. "Os três me afirmaram que não apóiam a idéia de um outro nome ao Senado, mas se a direção nacional quiser fazer uma aliança indicando outro senador, espero que o processo seja democrático", disse.Suplicy defende que no caso de uma coligação com PSB, PMDB e PC do B seja realizada uma prévia com os filiados dos partidos e outras eleitores para a escolha do candidato ao Senado. "Defendo o processo democrático e aberto, inclusive, incluindo não filiados dos partidos da coligação. Se a escolha for feita desta forma eu aceito", afirmou. Perguntada sobre uma eventual aliança com o PMDB, Marta disse achar a possibilidade muito interessante, mas não comentou sobre a vaga de senador.

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