Marta evoca Lula em lançamento de programa de governo

"Nesses anos de governo do presidente Lula, o Brasil superou a estagnação econômica", disse

Carolina Ruhman, da Agência Estado,

15 de agosto de 2008 | 20h47

A candidata do PT à Prefeitura de São Paulo, Marta Suplicy, voltou a evocar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a destacar programas federais durante o lançamento do seu programa de governo, em evento realizado no Sindicato dos Engenheiros do Estado de São Paulo. "Nesses anos de governo do presidente Lula, o Brasil superou a estagnação econômica e retomou, com uma vitalidade nunca antes vista, os caminhos do crescimento", declarou a petista, acrescentando que com esta situação econômica a capital paulistana também cresceu, embora tenha ficado "aquém de onde poderia ter chegado". Veja também: Com 41%, Marta dispara na corrida pela Prefeitura, diz Ibope Marta criticou as gestões anteriores, afirmando que "a cidade não foi preparada para este crescimento, em conseqüência da falta de visão e da falta de planejamento municipal". Em sua visão, "São Paulo não andou como deveria na educação, na segurança, na saúde, na habitação e menos ainda, é claro, no trânsito e no transporte". O programa de governo da petista diz que "o governo do presidente Lula vem promovendo o maior movimento de inclusão e ascensão social da história brasileira" e cita o programa Bolsa Família. "Além de ampliar a ação redistributiva, em parceria com o governo federal, vamos investir na emancipação das pessoas e nos negócios locais", promete a candidata em seu programa. Nas áreas de segurança e transporte público, Marta também promete parcerias tanto com o governo estadual quanto com o federal. Já na educação, Marta pretende criar o programa Pró-Criança, caso seja eleita. O projeto é uma adaptação do ProUni, programa do governo federal que concede bolsas de estudo em universidades privadas. A proposta do Pró-Criança é aplicar este mesmo modelo em creches particulares, de forma a "combater o déficit de vagas". Se eleita, Marta ficará à frente da Prefeitura entre 2009 e 2012. Questionada se não se preocupava com o fato de o mandato de Lula terminar em 2010, a petista respondeu que não "por causa da responsabilidade do próximo governante do País". "Nós vamos ter uma Copa do Mundo em 2014 e quem vai querer a descontinuidade de um programa que garante a mobilidade urbana em várias capitais?", questionou, referindo-se ao projeto que elaborou quando foi titular do Ministério do Turismo. E citou o trem bala, cuja licitação deve ser feita no ano que vem. "O próprio trem bala, também vai mudar de presidente de 2010 a 2014. Então não vai se fazer o trem bala, ligando Campinas e Guarulhos até o Rio de Janeiro, porque vai mudar o presidente?". Trânsito Marta prometeu ainda "recuperar a fluidez no trânsito e investir pesado no transporte de qualidade". Em seu programa de governo, Marta promete implantar, com ajuda dos governos estadual e federal, uma "rede estrutural de transporte coletivo, composta de metrô, trens e corredores de ônibus". De acordo com seu programa, a idéia é implantar em quatro anos 47,4 quilômetros de metrô na cidade junto com o governo estadual. O investimento proposto é de R$ 11,8 bilhões, dos quais R$ 490 milhões por ano viriam da Prefeitura, outros R$ 490 milhões anuais da União e R$ 980 milhões anuais do Estado. "O sistema de transporte na cidade de São Paulo só vai funcionar se investirmos em metrô", declarou Marta, acrescentando que "a obrigação principal, prioritária, de um prefeito tem sempre que ser o transporte de superfície. O metrô é (obrigação do) Estado". Seu programa também prevê a implantação de 228 quilômetros de corredores de ônibus, em um investimento de R$ 4,2 bilhões. Marta também quer "rever" a restrição de circulação de caminhões no centro expandido de São Paulo e aproveitou para alfinetar indiretamente seu concorrente, o prefeito Gilberto Kassab (DEM), que implantou a medida. "Nós provavelmente vamos rever a forma como isso está sendo feito, que consideramos um pouco improvisada e que dá para melhorar." Com 50 páginas, o documento cita as propostas de Marta para a prefeitura em seis partes: ação social, segurança e habitação; transporte, trânsito e economia urbana; saúde e meio ambiente; educação e pesquisa; cultura, esporte e lazer; e descentralização, participação e integração metropolitana.

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