Marta e Kassab apelam a Lula e Serra ao receber idéias de gestão

Reunidos para a entrega de propostasformuladas por organizações da sociedade civil, os principaiscandidatos a prefeito de São Paulo aproveitaram para exibirseus cabos eleitorais. Marta Suplicy (PT) citou mais de uma vezo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em discurso, enquanto oprefeito Gilberto Kassab (DEM) mencionou a participação dogovernador José Serra (PSDB) na prefeitura. O Movimento Nossa São Paulo, que reúne cerca de 500organizações, entregou nesta segunda-feira 1.500 propostas degoverno a oito dos 11 candidatos que concorrem à prefeiturapaulista. Todos foram convidados, mas três faltaram. Também foi entregue um documento com as dez principaissugestões do movimento na solenidade realizada em um teatro dacidade. Os candidatos tiveram dez minutos cada um paraapresentar comentários muitos com críticas à gestão Kassab. Marta, ao mencionar a situação das favelas de Paraisópolise Heliópolis, disse que elas "estão em um processo beminteressante de urbanização do PAC". O Programa de Aceleraçãodo Crescimento, principal vitrine de obras do governo Lula,prevê investimentos em infra-estrutura.Sobre o PAC, Kassab disse em entrevista após o evento que oprograma prevê inversões não apenas do governo federal, mastambém do estadual e municipal. "A verba federal é importante enão reconhecer isso seria diminuir sua participação", afirmou. A seguir a petista, candidata mais bem pontuada naspesquisas de intenção de voto, centrou fogo no trânsito dacidade, afirmando que "vivemos uma situação de crise". Asolução, afirmou, está em projeto que levou ao presidente Lulapara equipar o transporte da cidade para a Copa de 2014. "O presidente acolheu, vamos ter até 2014 mais 65quilômetros de metrô e 279 quilômetros de corredores deônibus", disse Marta. Ela não explicou que o projeto foi feito enquanto ocupava oMinistério do Turismo (março 2007 a junho 2008) e que não haviasegurança de que as obras seriam bancadas pelo governo federal,quando foram apresentadas em maio último. Também suprimiu dodiscurso que essas obras têm custo previsto em 15,3 bilhões dereais. De seu lado, Kassab, em terceiro na preferência do eleitorpaulistano, voltou a se referir a Serra como "querido JoséSerra" ao citar que o substituiu à frente da prefeitura. Kassabera vice de Serra até o tucano deixar a prefeitura paraconcorrer ao governo paulista. Citou Serra mais uma vez quandoelogiou a equipe que o assessora, um "legado" deixado pelogovernador. Indagada na entrevista, Marta apenas cobrou parceria tantodo presidente quanto do governador. "Espero que o governadorSerra assim como o presidente Lula se tornem grandes parceirosse conseguirmos a eleição." Questionado sobre as menções, Geraldo Alckmin (PSDB),empatado com Marta na liderança nas pesquisas eleitorais,preferiu não polemizar. "Acho que não merece resposta", disseaos jornalistas após o evento. Tucano como Serra, Alckmindisputa a atenção do partido com Kassab, que tem peessedebistasna equipe formada em grande parte pelo governador. As propostas apresentadas aos candidatos foram recolhidasem reuniões e debates entre as organizações de janeiro e maiodeste ano. Entre as prioritárias estão a participação dospaulistanos na administração da cidade, cumprimento de um planode metas, criação de indicadores de desempenho para a qualidadedos serviços e transparência nas contas. Prevê também uma campanha publicitária com o slogan"Proposta Sim. Blá, Blá, Blá Não". Além de Marta, Kassab e Alckmin, participaram SoninhaFrancine (PPS), Ivan Valente (PSOL), Renato Reichmann (PMN),Edmilson Costa (PCB) e Levy Fidélix (PRTB). Faltaram PauloMaluf (PP), Ciro Moura (PTC) e Anaí Caproni (PCO).

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