Marta diz torcer por acordo com 'bloquinho'

Pré-candidata do PT à Prefeitura de SP visitou Taboão da Serra nesta terça-feira

CLARISSA OLIVEIRA, Agencia Estado

17 de junho de 2008 | 17h56

A ex-ministra do Turismo e pré-candidata do PT è Prefeitura de São Paulo, Marta Suplicy, afirmou nesta terça-feira, 17, que torce por um acordo com o chamado "bloquinho de esquerda" no Congresso para a eleição municipal em São Paulo. Diante do empenho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em atrair o bloco formado por PCdoB, PDT, PSB e PRB para o palanque petista, ela afirmou que por enquanto apenas acompanha as conversas conduzidas por seu partido. "Isso está sendo tratado mais em nível partidário. O PT é que está nas negociações. Eu acompanho e torço para que possamos fazer um acordo e uma parceria com esses partidos", declarou Marta.   Veja Também:   Calendário eleitoral das eleições deste ano   Questionada se acredita que o PT deveria ceder espaço a essa legenda em outras cidades em troca do apoio, Marta respondeu: "Quanto mais coligação a gente puder fazer, mais interessante, mas cada localidade é uma localidade e os partidos têm suas peculiaridades em cada um desse locais". Nas últimas semanas, as negociações entre o bloquinho e o PT passaram pela possibilidade de a sigla de Marta apoiar candidatos desse grupo de partidos em cidades como o Rio de Janeiro.A petista esteve hoje no município de Taboão da Serra, na Grande São Paulo, onde conheceu de perto a aplicação de um programa educacional pelo qual professores fazem visitas às residências dos alunos para estreitar o relacionamento com as famílias e obter um rendimento melhor na atividade escolar. A prefeitura de Taboão da Serra é comandada pelo PSB, um dos partido que Marta tenta atrair para seu palanque.     Marta considerou "absolutamente improcedente" a multa aplicada pela Justiça Eleitoral sob a justificativa de que teria feito campanha antes do prazo legal. Marta foi ordenada a pagar R$ 42,564 por entrevista concedida aos veículos Folha de S. Paulo e Veja São Paulo. As empresas Folha da Manhã e Editora Abril, que editam as publicações, respectivamente, foram multadas em R$ 21,288 cada uma. "É uma multa que consideramos equivocada, a imprensa tem que informar", disse Marta durante uma visita à Taboão da Serra, na grande São Paulo, onde conheceu um programa educacional pelo qual professores fazem visitas à residência de seus alunos. "Estamos recorrendo. Acredito que a situação será esclarecida e que não vamos ter que pagar uma multa que seria absolutamente improcedente de acordo com o país democrático em que vivemos", ressaltou.   Texto atualizado às 19h30

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