Marta diz que tem até 5 de junho para decidir candidatura

Ministra disse que, por enquanto, está "imbuída" do ministério

Rejane Lima, da Agência Estado ,

04 de abril de 2008 | 18h58

A ministra do Turismo, Marta Suplicy, disse nesta sexta-feira, 4, no lançamento da segunda fase do programa Viaja Mais - Melhor Idade, no Guarujá, Baixada Santista (SP), que está "imbuída" do ministério e tem até 5 de junho para se decidir sobre a candidatura à Prefeitura de São Paulo. "Eu não sou candidata a nada; ele viria aqui acompanhando a ministra dele, e, infelizmente, ele não pode vir. Haverá outras ocasiões para a gente estar junto", disse Marta, sobre a ausência do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que cancelou a viagem à cidade horas antes do evento.Segundo ela, o não-comparecimento de Lula aconteceu por causa de um atraso na agenda e não está relacionado às críticas da oposição de que ele estaria fazendo campanha de pré-candidatos no lançamento de obras e programas públicos. Sobre a ampliação do programa de viagens para a terceira idade, chamada de Hospedagem, Marta disse que o programa continuaria mesmo que ela deixasse a pasta. "Este programa não é um programa de ocasião, não é de ministro. É um programa que esperamos que, entre ministro, saia ministro, continue ministro, o programa vá criando musculatura", afirmou.A novidade é que agora os cidadãos acima de 60 anos poderão viajar não apenas em pacotes, mas por conta própria, contando com descontos de 50% na rede hoteleira cadastrada. O Viaja Mais Hospedagem também é válido em um número maior de meses, dependendo do destino, e não apenas na baixa temporada, como a proposta anterior.O ministério lançou um guia com 1.126 hotéis e pousadas cadastrados, em 281 cidades de todos os Estados. Mas, após a impressão do guia, outros hotéis se cadastraram e hoje o número disponível era de 1.190. Segundo Marta, a idéia é pôr cada vez mais as viagens na cesta de consumo dos brasileiros e que o programa pode atinja um universo de 9 milhões de idosos. Marta recusou-se a falar sobre a crise do suposto dossiê envolvendo a chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff.

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