Marta diz que PT busca 'coligação grande' para eleição em SP

Apesar de não formalizar candidatura, ex-prefeita admite que está trabalhando em torno de alianças

REUTERS

30 de abril de 2008 | 13h20

Apesar de não admitir que vai disputar a eleição para a prefeitura de São Paulo, a ministra do Turismo, Marta Suplicy, reconheceu que o PT está negociando "uma aliança grande" para a candidatura do partido. "Nós estamos conversando com o PCdoB, PSB, PTB, PDT, PR, PV e PHS. Com todos que não se coligaram, porque é importante que consigamos uma coligação grande", disse a ministra no lançamento da terceira edição do Salão do Turismo, que será realizado em São Paulo em junho.  Veja também:  PT tem quatro pré-candidatos à prefeitura de Salvador PSB não abre mão do apoio de Aécio Neves em BH  Vereadores do PSDB resistem a ajudar AlckminMarta, que reiterou o prazo de 5 de junho para anunciar sua decisão, afirmou que as conversas com as legendas têm sido feitas pelos presidentes dos diretórios municipal e estadual do PT. Ela voltou a dizer que a aliança já anunciada entre o PMDB de Orestes Quércia e o prefeito paulistano Gilberto Kassab (DEM), outro potencial candidato na eleição municipal, não interfere em seus planos. O PMDB, no entanto, foi assediado até o último minuto pelo PT e Marta chegou a se reunir com Quércia pessoalmente antes da decisão pelos Democratas. Quanto à declaração de Quércia de que optou por Kassab como uma forma de fortalecer a aliança DEM-PSDB e a candidatura do governador José Serra (PSDB) à Presidência da República em 2010, Marta disse que o ex-governador optou pela oposição ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. "É a visão dele, a posição dele, porque fez a opção de se posicionar como oposição ao governo Lula", afirmou. Dos principais pré-candidatos à prefeitura paulista, apenas o ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB) anunciou publicamente a intenção de concorrer e o partido agendou para segunda-feira o anúncio oficial do nome. Kassab assumiu a candidatura como "natural" quando recebeu o apoio de Quércia na semana passada. O bloco formado por PSB, PDT, PCdoB, PV e outras siglas menores divulgou nesta semana que quer ter candidato próprio, sendo o nome mais forte o do ex-presidente da Câmara dos Deputados, Aldo Rebelo (PCdoB), mas negociações com outras legendas estão em curso. (Reportagem de Carmen Munari; edição de Alexandre Caverni)

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