Marta diz que Lula dá a SP verbas não liberadas por FHC

A prefeita de São Paulo, Marta Suplicy, atacou a administração Fernando Henrique Cardoso para justificar a liberação de verbas que o governo Luiz Inácio Lula da Silva tem feito para a cidade. "São Paulo é uma cidade com 11 milhões de habitantes produtivos, trabalhadores e que mereceriam ter tido maior respeito (do governo FHC) e, agora, estão recebendo do governo Lula o que lhes é de direito", disse a prefeita em entrevista coletiva, após participar do primeiro ato oficial de sua campanha pela reeleição, uma caminhada pelo Centro de São Paulo. Segundo ela, no governo Fernando Henrique o programa de reurbanização de favelas tinha R$ 1,2 bilhão, mas a Capital paulista não recebeu "nenhum tostão", apesar de abrigar metade das favelas do País. "O empréstimo do BNDES para São Paulo só foi assinado por Fernando Henrique Cardoso na última semana de mandato e liberado de fato pelo governo Lula", adicionou. A prefeita almoçou no bar Brahma, um dos mais tradicionais da cidade, acompanhada do presidente nacional do PT, José Genoino, de seu marido Luis Favre, do candidato a vice em sua chapa, Rui Falcão, e de seu filho Supla. Durante o almoço Marta ouviu a apresentação do grupo Demônios da Garoa e, em seguida, da cantora Claudete Soares. Para fechar, seu filho cantou "Imagine", de John Lenon. Na caminhada que fez pelo Centro, Marta realizou dois discursos, no início, em frente ao Teatro Municipal, e, posteriormente, na Praça da República, sobre um carro de som. Ao público, de cerca de 2 mil pessoas segundo a Polícia Militar, e de 10 mil pelos cálculos dos organizadores, Marta questionou: "Quem fez o Ceu (Centro de Educacional Unificado)? Quem vai ampliar o Ceu? Quem pensa na periferia? Quem melhorou o transporte com o bilhete único?" Em seguida sentenciou: "Quem mostrou que sabe fazer não precisa provar mais nada".

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