Marta diz não turbinar 'candidatura com desespero, pressões e constrangimento'

Comentário da senadora vem em momento em que o PT aposta na participação da petista na campanha paulistana para alavancar pré-candidato Fernando Haddad

Isadora Peron, de O Estado de S.Paulo

28 de março de 2012 | 14h06

A senadora Marta Suplicy (PT) disse nesta quarta-feira, 28, através de sua conta no Twitter, que não se "turbina uma candidatura com desespero, pressões e constrangimento". Para ela, o desafio do momento é costurar "o mais amplo leque de forças para derrotar o PSDB em São Paulo" pois não se pode contar com a tese de que qualquer candidato do PT tem assegurado 30% do eleitorado na capital paulista.

O comentário foi feito após o Estado publicar uma matéria mostrando que a cúpula do PT e o Palácio do Planalto querem dar um "chacoalhão" na campanha à Prefeitura do petista Fernando Haddad. A estratégia consistiria em pressionar figuras de expressão no PT, como Marta e alguns ministros, a socorrer Haddad. O ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência, Gilberto Carvalho, chegou a afirmar que era errado achar que somente o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva "poderia resolver as coisas".

A presidente Dilma Rousseff já teria até mesmo convidado Marta a integrar sua comitiva aos EUA, nos dias 9 e 10 de abril, quando irá se encontrar com Barack Obama. Na ocasião, ela pretende conversar com a senadora sobre a situação de Haddad, que está empacado nas pesquisas com 3% das intenções de voto.

Ao ser questionado na manhã desta quarta sobre o assunto, Haddad desconversou e disse que a senadora Marta Suplicy ainda não entrou na campanha, porque ela efetivamente ainda não começou. "Estamos em pré-campanha, por lei, a campanha começa apenas em junho", afirmou após visitar o Sesc Ipiranga, na zona sul da cidade. Marta abriu mão da disputa pela Prefeitura de São Paulo em novembro de 2011, após pedido conjunto do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e da presidente Dilma Rousseff.

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