MARLON COSTA/FUTURA PRESS
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Marta Suplicy mantém agenda intensa com PMDB e PSB

Senadora, que deixou PT em abril, organizou jantares com dirigentes das siglas, mas se diz mais próxima dos pessebistas

Erich Decat e Monica Bernardes, especial para O Estado, O Estado de S. Paulo

02 de julho de 2015 | 18h36

Atualizado às 22h12

Recife e Brasília  - A senadora Marta Suplicy (sem partido-SP) promoveu nesta semana um roadshow com lideranças do PSB e do PMDB para “vender” sua candidatura à Prefeitura de São Paulo. Jantou com dirigentes do PSB na terça-feira, na quarta jantou com o PMDB e nesta quinta-feira, 2, no Recife, reuniu-se novamente com pessebistas. Os jantares, realizados na sua residência em Brasília, foram a convite dela.

Integrantes dos dois partidos demonstraram interesse no passe da senadora que deixou o PT em abril com críticas à direção da legenda e ao governo federal, do qual fez parte no primeiro mandato da presidente Dilma Rousseff como ministra da Cultura. 

Nesta quinta, no Recife, Marta admitiu a conversa com os partidos, mas disse estar próxima da filiação ao PSB. “Tenho conversado com muitos partidos e isso não é segredo. Mas estou sim muito próxima de chegar a um consenso com o PSB. Tenho me aproximado e convivido de perto com a legenda. E gostei do que tenho visto. Vim aqui para conhecer mais”, destacou. Na capital pernambucana, ela cumpriu agenda com o presidente nacional do PSB, Carlos Siqueira, o governador de Pernambuco, Paulo Câmara, e o prefeito do Recife, Geraldo Julio. Hoje a senadora participa de um seminário da sigla. 

Apesar da intensa agenda criada pelos pessebistas, Marta também tem conversado com integrantes do PMDB, sigla que poderá oferecer um maior tempo de rádio e TV numa disputa pela capital paulista. No jantar de anteontem, um dia após o do PSB, estavam o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), o líder do PMDB no Senado, Eunício Oliveira (CE), e o senador Romero Jucá (PMDB-RR). “O jantar foi para dizer que a bancada do PMDB gostaria que ela viesse para o partido. A vinda dela reforça o projeto municipal de 2016 para chegarmos grande em 2018, quando deveremos ter um candidato presidencial”, disse Eunício. 

Segundo ele, o ingresso de Marta na legenda também conta com o apoio de Paulo Skaf, candidato peemedebista derrotado na última eleição para o governo de São Paulo. Vice-presidente da República e presidente nacional do PMDB, Michel Temer, não participou do encontro. De passagem pelo Senado nessa quarta-feira, ele teria, entretanto, procurado a senadora para solicitar uma conversa para os próximos dias. 

Temer, porém, tem sido criticado por parte de lideranças da sigla no Congresso que consideram que ele não tem dado a devida atenção às negociações com Marta. A avaliação de setores do PMDB é de que ele considera que o ingresso da senadora pode “atrapalhar” o “projeto Chalita”. A princípio, o desenho estudado para a disputa de 2016, por integrantes da cúpula do PMDB, é de ter Gabriel Chalita, atual secretário de Educação, com o vice na chapa à reeleição de Fernando Haddad (PT), que, caso seja reconduzido ao cargo, poderá se candidatar ao governo estadual em 2018. Assim, se for vitorioso, Chalita assumiria a Prefeitura.

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