Marta critica escolha de Feliciano para Direitos Humanos

A ministra da Cultura, Marta Suplicy, disse nesta terça-feira ter ficado "indignada" com a eleição do deputado federal e pastor Marco Feliciano (PSC-SP) para a presidência da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara. Para Marta, a escolha é uma "mancha" na história do Congresso Nacional. "Eu fiquei indignada porque nós caminhamos para um retrocesso muito grande na questão dos direitos humanos quando uma pessoa com a história de falas completamente fora dos direitos humanos é eleita para presidir uma comissão desse nível de importância para a Câmara e o Brasil", disse a ministra. "É uma mancha para o Congresso a eleição de uma pessoa com esse perfil", emendou.

GUILHERME WALTEMBERG, Agência Estado

12 de março de 2013 | 16h21

De acordo com a ministra, presidir a Comissão de Direitos Humanos demanda um perfil isento de preconceitos. "Temos que ter pessoas absolutamente isentas de preconceitos contra negros, contra homossexuais e preconceitos em geral", afirmou, referindo-se a supostas falas de Feliciano contra negros e homossexuais.

Marta disse ainda que as tentativas do deputado de explicar suas falas apenas "agridem" os grupos que ele teria ofendido. "Quanto mais ele se explica e se defende, mais ele agride todas as comunidades. Isto mostra o quão distante ele está da compreensão do que é presidir uma comissão desta importância."

Cesta Básica

Indagada sobre a manifestação de quadros do PSDB reivindicando a autoria do projeto para isentar de tributos a cesta básica, Marta afirmou não dar importância ao que é dito pelos tucanos. "Não tem importância o que eles falam. Acho que o melhor seria usar o bom senso. É bom para o povo? É. Então faz e não fica brigando pela autoria", concluiu a ministra, após proferir palestra em evento organizado pela embaixada britânica na capital paulista.

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