Marta aposta em união com bloquinho

Ex-prefeita aguarda que decisão seja tomada até semana que vem

Clarissa Oliveira, O Estadao de S.Paulo

20 de junho de 2008 | 00h00

A ex-ministra Marta Suplicy disse ontem que o PT nunca esteve tão perto de acertar a coligação com o bloquinho de esquerda no Congresso para brigar pela Prefeitura de São Paulo. A petista, que disse acompanhar as conversas por relatos da direção partidária, apontou a chance de o acordo sair até a semana que vem. "O que me falaram é que, até meados da semana que vem, temos que ter uma decisão. Acho que as conversas nunca estiveram tão próximas de uma coligação", afirmou Marta, que esteve em Cidade Tiradentes, zona leste da capital.Apesar de o acordo com o bloquinho não ter sido sacramentado, as conversas ganharam força após o presidente Luiz Inácio Lula da Silva entrar na negociação. Anteontem, partidos do bloco já haviam informado ao PT que pretendiam indicar o deputado Aldo Rebelo (PC do B) para a vice de Marta.O deputado reuniu-se ontem com dirigentes do PC do B, PSB, PDT e PRB e deu sinal verde. "Minha candidatura é dos quatro partidos. Se eles entenderam que devem negociar com o PT e pediram autorização para que meu nome componha a chapa, eu disse que apresentem isso ao PT com suas reivindicações", disse Aldo.Hoje haverá um novo encontro entre o PT e o bloquinho para discutir os termos do acordo. O PT havia pedido uma lista de nomes para a vice, mas garantiu que não haveria veto. "O nome do Aldo ou uma lista de nomes, o que o bloco considerar adequado para a vice será aceito com muito bom gosto", reforçou Marta.Enquanto tenta atrair o bloco, Marta recebe hoje em São Paulo mais um apoio federal. Depois da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, o ministro da Educação, Fernando Haddad, participa de um seminário. Marta planejou para a ocasião críticas ao prefeito Gilberto Kassab (DEM) na área de educação. Anteontem, ela falou da "falta de planejamento" de adversários e disse que o prefeito descaracterizou os Centros de Educação Unificados (CEUs). A prefeitura reagiu. Em nota, afirmou que Marta "não pode falar em planejamento", pois deixou 54 mil crianças em escolas de lata e 300 mil no "turno da fome", entre 11h e 15h. "A gestão Kassab acabou com as escolas e as salas de lata e está construindo escolas para acabar com o ?turno da fome?."

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