Marta acha que Serra é mais difícil de ser derrotado

A ex-prefeita de São Paulo e pré-candidata do PT ao governo do Estado, Marta Suplicy, disse que a renúncia de José Serra à Prefeitura de São Paulo para concorrer ao Palácio dos Bandeirantes é uma traição, já que o prefeito descumpriu sua promessa de não abandonar o cargo. Ela admitiu que Serra será um candidato mais difícil de ser derrotado nas eleições ao governo do Estado do que outros nomes anteriormente cogitados dentro do PSDB. Marta não citou nomes, mas publicamente eram cogitados os nomes do vereador José Aníbal, do deputado federal Alberto Goldman e do ex-ministro Paulo Renato. Marta diz que faltam seis meses para as eleições, e que o fato de Serra ter abandonado a Prefeitura em busca de "ambições pessoais" faz com que o ex-prefeito perca a credibilidade junto aos eleitores. "Isso vai ser uma mancha na biografia de Serra. Ele largou tudo por ambições pessoais", finalizou.Marta disse que Serra foi rejeitado pelo PSDB como candidato à Presidência da República e que vai concorrer ao governo do Estado como uma espécie de prêmio de consolação."Só que São Paulo não é um prêmio de consolação. Serra está abandonando uma cidade com 11 milhões de pessoas e Gilberto Kassab, do PFL, será por três anos o prefeito da maior cidade brasileira e do terceiro maior orçamento da nação", afirmou a ex-prefeita, que convocou entrevista coletiva para falar sobre Serra logo depois que o então prefeito anunciou a decisão de concorrer ao governo do Estado. "Serra deixou seus eleitores muito frustrados e abandonou São Paulo por ambições pessoais", completou.KassabMarta lembrou que na campanha de 2003 à Prefeitura já havia alertado os eleitores sobre a forte possibilidade de Serra utilizar o cargo como trampolim para poderes maiores. "Não é surpresa para mim que ele tenha renunciado. Na campanha, eu já dizia ´Agora, é Kassab´", ressaltou Marta, fazendo um trocadilho com o slogan de campanha do tucano, que era "agora é Serra".Sobre Kassab, a pré-candidata petista afirmou que ele não foi escolhido pelo voto popular, que o PFL tem pouca representatividade no Estado e que o vice-prefeito é um desconhecido, cuja única experiência foi ter sido secretário da administração Celso Pitta. O PT escolhe no dia 7 de maio seu candidato ao governo do Estado. Até agora, disputam a preferência do partido Marta Suplicy e o senador Aloizio Mercadante.

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