Marqueteiro de Lula é acusado de improbidade administrativa

Marqueteiro da campanha eleitoral do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o publicitário Duda Mendonça foi acusado nesta quinta-feira de improbidade administrativa em ação proposta pelo Ministério Público estadual à 6ª Vara de Fazenda Pública. Também são acusados o ex-governador Marcello Alencar (PSDB), o ex-secretário de Fazenda Marco Aurélio Alencar, filho de Marcello, o ex-chefe de gabinete Deodônio Cândido de Macêdo Neto e o ex-coordenador de Comunicação Jomar Pereira da Silva. A acusação é de que eles teriam lesado o Estado em mais de R$ 5 milhões. A ação foi encaminhada pelo promotor Rogério Pacheco Alves, da 7ª Promotoria de Proteção aos Interesses Difusos e Coletivos. Ele acusa os réus de terem transferido irregularmente metade das verbas publicitárias do governo estadual para a empresa de Duda, a A2CM Limitada, então responsável pela propaganda política do PSDB. Na época, uma CPI da Assembléia Legislativa investigou o assunto. Em 1995, o governo iniciou processo licitatório para contratação de agências de publicidade. Oito dias depois de ter nomeado seu filho secretário de Fazenda, Marcello Alencar transferiu a aprovação das peças publicitárias do Estado, até então sob responsabilidade do Gabinete Civil, para pasta de Marco Aurélio Alencar. Procurado pelo Estado, o ex-governador não foi localizado. Marco Aurélio está fora do País. ?A associação operada entre as agências de publicidade contratadas pelo Estado e a A2CM Limitada para a prestação de ?serviços técnicos especializados de publicidade para a divulgação de atos, programas, obras, serviços e campanhas dos órgãos do governo do estado do Rio de Janeiro? redundou, a um só tempo, em enriquecimento ilícito desta última empresa e em dano ao patrimônio público?, afirmou o promotor na ação. O valor, estimado inicialmente em R$ 5,17 milhões, é relativo à transferência ilegal de apenas duas agências de publicidade para a A2CM. Só em 1998, o governo gastou mais de R$ 39 milhões em verbas publicitárias. Para chegar ao valor real, o MP pediu a quebra do sigilo bancário das empresas Euso Propaganda, Cláudio Carvalho Propaganda e Marketing, Artplan Publicidade, Comunicação Contemporânea, Pubblicità Propaganda e Marketing e Giovanni e Associados Propaganda entre julho de 1997 e dezembro de 1998 e a quebra do sigilo fiscal entre 1997 e 2000.

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