Marqueteiro cobra do PSDB dívida de 2006

Enquanto disputava o segundo turno da eleição, como marqueteiro do candidato tucano José Serra, o publicitário Luiz Gonzalez tinha a cabeça dividida. Ele mantinha um olho na campanha e outro na disputa judicial que trava há anos contra o próprio PSDB para receber uma dívida de R$ 18 milhões, em valores corrigidos, que alega ter ficado pendente da campanha presidencial de 2006, disputada por Geraldo Alckmin, derrotado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

AE, Agência Estado

06 de novembro de 2010 | 09h57

Gonzalez ganhou a causa em março deste ano, por decisão do juiz Daniel Felipe Machado, da 12.ª Vara Federal de Brasília, o que lhe permitiu fechar o contrato para tocar a campanha de Serra, a quem acompanha como marqueteiro desde 2004, quando ganhou a Prefeitura de São Paulo contra a petista Marta Suplicy. Mas o PSDB recorreu alegando cerceamento de defesa e irregularidades na comprovação dos gastos apresentada pela empresa Campanhas 2006 Comunicação Ltda, comandada por Gonzalez.

No dia 6 de outubro, no calor da definição das estratégias do segundo turno, o Tribunal de Justiça do Distrito Federal acatou a apelação dos tucanos e anulou a sentença da 1.ª instância, que agora volta à estaca zero e o valor da dívida terá de ser revisto à luz da análise dos documentos que comprovam os gastos.

No total, a campanha custou R$ 40,5 milhões, no primeiro e segundo turnos. O PSDB reconhece uma pendência de apenas R$ 4 milhões e quer que os honorários advocatícios, de 10% do valor da causa, sejam cobrados do autor da ação. A guerra com o marqueteiro expõe a crise interna que caracterizou a campanha de Serra. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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