Mariz critica ''''ataques à advocacia''''

O criminalista Antonio Claudio Mariz de Oliveira disse ontem que "existe uma escalada de violência e ataques à advocacia". Para ele, a rejeição em massa da lista que a OAB enviou ao Superior Tribunal de Justiça "é mais um exemplo de desrespeito à advocacia". Segundo Mariz, a Ordem fez uma lista democrática, aberta, com debate público. "Não houve nenhuma desobediência à norma constitucional, mas sem nenhuma justificativa o STJ rejeitou todos os nomes.""Só nos Estados de orientação stalinista, fascista e nazista é que não se admite a advocacia", aponta o criminalista, em resposta à recente acusação do procurador-geral de Justiça de São Paulo, Rodrigo Pinho, para quem a "lista dos inimigos" da Ordem é atitude fascista. "Não fomos fascistas quando lutamos pelas prerrogativas do Ministério Público", rebate Mariz. "Não aceitar críticas da OAB a alguns promotores é que me parece atitude não consentânea com democracia."Ele denunciou "maus tratos e má vontade" com sua classe. "Dentro do próprio Judiciário e do Ministério Público os advogados não são recebidos. Juízes menosprezam advogados na medida em que não autorizam acesso aos autos. A advocacia está sendo gravemente desrespeitada."O advogado diz que a OAB tem procurado coibir desvios profissionais.

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