Marisa não descarta depoimento de assessora de Dilma na CPI

Cópia de depoimento de suspeito de vazar dossiê deve chegar à CPI nesta sexta; Aparecido foi indiciado

Agência Brasil

16 de maio de 2008 | 14h31

A presidente da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) dos Cartões Corporativos, Marisa Serrano (PSDB-MS) disse nesta sexta-feira, 16,  que, caso o ex-secretário de Controle Interno da Casa Civil José Aparecido Nunes confirme o nome da secretária executiva da Casa Civil Erenice Guerra como mandante da produção do suposto dossiê com os gastos sigilosos ex-presidente Fernando Henrique Cardoso à CPII, poderá convocar a secretária executiva para prestar esclarecimentos.   Aparecido prestou depoimento por cerca de três horas na Polícia Federal nesta sexta e foi  indiciado por violação de sigilo funcional. Ele é acusado de vazar o suposto dossiê e Erenice, braço direito de Dilma Rousseff, seria a coordenadora do documento. Todas as informações prestadas estão sob sigilo de Justiça e a cópia do depoimento deve chegar à CPI entre esta sexta e segunda-feira.   Veja também: Acusado de vazar dossiê, Aparecido pede demissão da Casa Civil CPI aprova perícia em computador de assessor de tucano Veja o dossiê com dados do ex-presidente FHC  Entenda a crise dos cartões corporativos  Dossiê FHC: o que dizem governo e oposição   "Se o nome de Erenice entrar nessa questão como a mandante da organização desse dossiê, ela tem que ser convocada imediatamente", disse Marisa.   Marisa disse ainda que o indiciamento é um sinal claro de que o ex-secretário de Controle Interno da Casa Civil da Presidência da República tem culpa no episódio de montagem do dossiê com gastos do casal Fernando Henrique Cardoso. Depois de três horas de depoimento à PF, José Aparecido foi indiciado por quebra de sigilo funcional."O indiciamento foi uma sinalização de culpa", disse Marisa Serrano.   Ela falou ainda da possibilidade de o nome da secretária executiva da Casa Civil aparecer nas declarações de um dos dois depoentes (José Aparecido ou André Fernandes, assessor do senador Álvaro Dias acusado de ter recebido as informações) à CPMI , pois Erenice tem sido citada com freqüência entre os parlamentares.   Sobre a prerrogativa da comissão de dar ordem de prisão caso José Aparecido minta durante o depoimento à CPMI, a senadora foi cuidadosa.   "Se nós tivermos documentos que provem isso (que ele mentiu), é claro, evidente, que a CPMI vai tomar todo o cuidado para não extrapolar na suas funções. Nossa função de juiz tem que ficar no estrito cumprimento da lei".   Ela disse ainda que caso haja qualquer tipo de declaração conflitante entre José Aparecido e André Fernandes, poderá ser feita uma acareação. Segundo a senadora, a base do governo não vai se opor a isso.   A senadora disse ainda que pediu à Polícia Federal a cópia dos depoimentos de José Aparecido e de André Fernandes, que devem chegar à CPMI nesta sexta ou, no máximo, na segunda-feira.   "A proposta é de que se faça uma reunião fechada para que eu dê conhecimento aos parlamentares sobre o teor desses depoimentos e logo depois, de acordo com as regras de sigilo, vou abrir para a oitiva", explicou Marisa.   (Com Eugênia Lopes, de O Estado de S.Paulo)   Texto atualizado às 16h40

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