Marinor Brito perde vaga no Senado para Jader Barbalho

Obrigada a deixar o mandato no Senado por determinação do Supremo Tribunal Federal (STF), que hoje garantiu a posse de Jader Barbalho (PMDB-PA), a senadora Marinor Brito (PSOL-PA) acusou o presidente da Corte, ministro Cezar Peluso, de "dar um golpe antecipado na ficha limpa". Ela se referiu a Jader, segundo colocado nas eleições do ano passado, como sendo "um corrupto que a população queria ver fora" e "alguém que tem a vida toda se dedicado para ocupar espaços públicos para se beneficiar e aumentar seu patrimônio". "Estou me sentindo como uma cidadã que está se sentindo traída pela Justiça brasileira", protestou.

ROSA COSTA, Agência Estado

14 de dezembro de 2011 | 17h40

Acompanhada por deputados do PSOL, Marinor disse que vai recorrer da decisão ao próprio STF por entender que o ministro Peluso não poderia desempatar o placar dos ministros. "Foi uma decisão polêmica, que não poderia ser decidida por desempate", alegou. "Perde o Brasil, perde a democracia e o povo brasileiro, que está lutando para ser respeitado, e para que a gente consiga varrer da política os corruptos", criticou. No entender da senadora, a decisão do Supremo resultou num "momento muito cruel para a vida política do povo brasileiro".

Marinor disse que o terceiro colocado na disputa ao Senado, o ex-deputado Paulo Rocha (PT-PA), também vai contestar a decisão. Jader Barbalho foi barrado pela Lei da Ficha Limpa porque renunciou ao mandato do Senado para não ser cassado pelo envolvimento no escândalo de desvio de recursos do Banpará. O deputado Paulo Rocha também renunciou ao mandato de deputado para não ser processado como um dos envolvidos no esquema do mensalão.

A posse de Jader Barbalho, que chegou a presidir o Senado, dificilmente ocorrerá este ano. Antes, ele terá de aguardar a publicação do acórdão do Supremo e pela diplomação pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Pará. De posse do diploma, Jader terá de encaminhar o documento à Secretaria-Geral da Mesa do Senado. Somente a partir de então serão contadas cinco sessões do plenário antes do ato de sua posse. O prazo é difícil de ser cumprido porque as atividades do ano legislativo do Congresso se encerram na próxima sexta-feira. Senado e Câmara retornarão ao trabalho no dia 2 de fevereiro de 2012.

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