Marinho: País perde jornalista consciente da sua missão

O presidente das Organizações Globo, Roberto Irineu Marinho, afirmou nesta quarta-feira que "o Brasil perde com a morte de Ruy Mesquita (diretor do jornal ''O Estado de S.Paulo'') um jornalista plenamente consciente de sua missão, que seguiu com brilhantismo: informar, separando a notícia da opinião, mas oferecendo ao público diferentes pontos de vista, entre eles o seu, que revelava com sincera combatividade". De acordo com Marinho, o legado de Mesquita, que morreu nesta terça-feira, 21, influenciou "a todos nós, jornalistas, e, certamente, continuará a influenciar as gerações futuras". "À família, nossa solidariedade nesse momento triste", afirmou.

JOSÉ MARIA TOMAZELA, Agência Estado

22 de maio de 2013 | 15h17

Especialista

Mesquita revolucionou a imprensa brasileira na década de 1960 com a criação do "Jornal da Tarde", afirmou o professor Ângelo Sottovia Aranha, especialista em Jornalismo Impresso da Universidade Estadual Paulista (Unesp). "A geração que estava na adolescência e não lia jornal passou a ler por conta do ''Jornal da Tarde'', que era um jornal muito moderno para a época", disse.

O "JT" foi criado em 1966, sob a responsabilidade de Mesquita, lembra. "Ele deu a abertura para criar um projeto fenomenal, com um conteúdo de vanguarda. A juventude que não lia jornais como o ''Estadão'', com textos grandes, passou a ler o ''Jornal da Tarde'', que tinha também um enfoque cultural bem forte e estimulante para a leitura dos jovens." Aranha disse que Mesquita fez do "JT" um novo modelo de jornal. "Foi um jornal que revolucionou a década de 60, estimulou e envolveu as pessoas nas discussões da sociedade e, também, da política."

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