Marinho diz que pedirá a Lula para sair da Previdência na quarta

Ministro vai se candidatar à prefeitura de São Bernardo do Campo; Marta Suplicy também deve deixar cargo

Agência Estado e Reuters,

03 de junho de 2008 | 12h32

O ministro da Previdência Social, Luiz Marinho, informou nesta terça-feira, 3, em entrevista, que terá na quarta-feira uma conversa com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva para ser liberado do cargo e poder ser candidato a prefeito de São Bernardo do Campo (SP). "Friso que sairei na condição de pré-candidato, porque, candidato, somente após a convenção partidária", disse Marinho, dirigindo-se ao presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Carlos Ayres Britto, que também estava dando entrevista.   O ex-líder sindical deve ser substituído pelo deputado José Pimentel (PT-CE), que atuou na reforma da Previdência e no Orçamento da União. Carlos Gabas, secretário-executivo do Ministério da Previdência, também está cotado, segundo uma fonte da pasta.   A ministra do Turismo, Marta Suplicy, também do PT, deve deixar a equipe do presidente Lula para  concorrer às eleições municipais de São Paulo. A data-limite para a desincompatibilização é até quinta-feira, 5.  Ela deve ser substituída por Luiz Eduardo Pereira Barreto Filho, atual secretário-executivo da pasta, levado ao Turismo pela petista. Barreto teria o apoio dos empresários do setor de turismo.   Brincando, Marinho disse durante a entrevista que não poderia "cometer gafes eleitorais" ao lado do presidente do TSE, que assinou com Marinho, no Ministério da Previdência, um convênio autorizando o tribunal e o ministério a trocarem informações sobre os eleitores e os segurados do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).   Ayres Britto destacou que o convênio permitirá melhor fiscalização dos recursos públicos e combate a fraudes, já que a Previdência será informada automaticamente, por exemplo, quando um eleitor faltar a três eleições seguidas sem se justificar, o que pode ser um indício de que esse eleitor já teria morrido.   Pelo convênio, as informações do tribunal sobre segurados que tiveram benefícios cancelados por morte estarão disponíveis também para a Previdência, que, assim, poderá cancelar o pagamento da pensão ou aposentadoria.

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