Marinho defende unidade da CUT e oposição responsável

O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, Luiz Marinho, candidato favorito à presidência da Central Única dos Trabalhadores (CUT), defendeu a unidade entre os sindicalistas da central e criticou a formação de um chapa de oposição para disputar a presidência da CUT. ?Os companheiros preferiram a divisão, preferiram o gueto; os companheiros não entendem o papel de uma central sindical?, discursou Marinho aos participantes do 8º Congresso da central, no Anhembi, em São Paulo. O sindicalista, que deve ser eleito presidente da CUT hoje, disse que não aceitará, ?em hipótese alguma?, teses partidárias dentro da central.Marinho garantiu que a CUT não terá um papel ?adesista? em relação ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mas afirmou que também não pretende que a central adote uma postura de oposição sem responsabilidade. ?Se a CUT fizer uma oposição irresponsável ao governo, não estará contribuindo para o futuro, e, se adotar o papel de ser governista, também não estará contribuindo?, afirmou. ?A central terá o papel dificílimo de, muitas vezes, puxar o governo para onde eventualmente ele não esteja indo.? Marinho considera ?oposição irresponsável? a adoção de uma posição contrária à realização da reforma da Previdência. ?O caminho da derrota seria o de defender a não-reforma. Isso seria uma irresponsabilidade nossa com os próprios trabalhadores?, sustentou. A chapa de oposição à Articulação Sindical, entretanto, não concorda com essa postura. ?A CUT não pode ser o braço do governo dentro do movimento sindical?, afirmou o ex-candidato à Presidência pelo PSTU e primeiro-tesoureiro da CUT, José Maria de Almeida, integrante da chapa de oposição. Para Almeida, a reforma significa um ?retrocesso histórico?. Formada por integrantes ligados à esquerda do PT e ao PSTU, a chapa das correntes Fortalecer a CUT e Movimento para uma Tendência Socialista (MTS), pretende reunir pelo menos 20% dos votos dos 2.735 delegados que participam do 8º congresso nacional da entidade, em São Paulo, para poder indicar os 32 sindicalistas da diretoria. O principal representante da chapa de oposição é Jorge Luís Martins, representante dos sapateiros de Franca. Apesar da oposição, Marinho deve ser eleito com pelo menos 75% dos votos dos delegados da CUT. O sindicalista conta com o apoio de três correntes dentro da central: a Articulação Sindical, a Corrente Sindical Classista e a CUT Socialista Democrática.

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