Marinha trabalhará com Defesa por melhorias para quilombolas

Nelson Jobim anunciou plano para levar água, luz e recuperar as casas dos moradores da ilha da Marambaia

Pedro Dantas, de O Estado de S. Paulo,

31 de janeiro de 2009 | 12h51

A Marinha informou que trabalhará com o Ministério da Defesa para a melhoria de vida dos residentes na Ilha da Marambaia, na Baía de Sepetiba, em Mangaratiba, no litoral sul do Rio, mas afirmou que não reconhece a existência de remanescentes de quilombos naquela região. O ministro da Defesa, Nelson Jobim, anunciou na sexta-feira, 30, que esta semana apresentará aos ministros da Igualdade Racial e da Aquicultura e Pesca um plano para levar água, luz e recuperar as casas dos moradores da ilha, que se dizem descendentes de escravos, e a reativação da Escola Nacional de Pesca Darcy Vargas.   Veja também:  Jobim anuncia ajuda a quilombolas no Rio   O Centro de Comunicação Social da Marinha confirmou a parceria com o Ministério da Defesa na execução do projetos para os moradores da ilha, mas ressaltou que "As ações em questão têm caráter puramente humanitário e, sob nenhuma hipótese, podem ser interpretadas como uma possível admissão da existência de uma comunidade quilombola na ilha".   Em nota, A Marinha afirma que "fundamentada nos aspectos legais, históricos, geográficos e antropológicos presentes no caso, afirma, categoricamente, que jamais existiram quilombos naquela ilha e menos ainda pretensos remanescentes de quilombos." A disputa entre a Marinha e cerca de 281 famílias que vivem na Ilha da Marambaia se arrasta por anos na Justiça.

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