Marinha diz que escolha foi exclusiva dos franceses

O comando da Marinha do Brasil esclareceu ontem que a escolha da Odebrecht como sócia do projeto de construção dos submarinos foi feita exclusivamente pela empresa francesa DCNS. "Apesar de solicitada, a MB recusou-se, sequer, a indicar as empresas possíveis, haja vista que qualquer indicação seria inevitavelmente uma fonte de controvérsias futuras", afirma nota enviada ao Estado.O "problema", diz o texto, ficou a cargo da DCNS. A Marinha também informou que, para a operação do estaleiro, será constituída uma Sociedade de Propósito Específico (SPE), com 50% das cotas sob controle da Odebrecht, 49% com a DCNS e 1% com a Marinha do Brasil. A participação do governo federal brasileiro, contudo, será mais que simbólica, pois terá direito de veto em questões estratégicas, como ocorre na Embraer desde sua privatização. Não fica claro se esta é a mesma sociedade referida pela DCNS, cujo controle majoritário, segundo disse ao Estado o porta-voz da própria empresa, ficará com os franceses. Para operar o estaleiro não haverá joint venture, diz a nota da Marinha.

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