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Marinha brasileira defende projetos nucleares para fins pacíficos

O comandante da Marinha, almirante Roberto Guimarães de Carvalho,defendeu nesta quarta-feira o programa nuclear desenvolvido pelo Brasil e assegurou que "não há motivo para polêmica" porque todos os projetos desenvolvidos pelo País têm fins pacíficos. "O Brasil é signatário de todos os acordos de não proliferação de armasnucleares e está na nossa Constituição que pesquisa nuclear só pode ser feita com fins pacíficos", declarou o almirante.A Marinha é a força que tem o programa mais desenvolvido nessa área. Em Iperó (SP), o Centro Tecnológico da Marinha comanda um trabalho de capacitação tecnológica do Brasil para construção e operação de reatores nucleares de baixa potência, que também poderão ser empregados, no futuro, na propulsão do submarino nuclear brasileiro, caso esta seja a decisão política do governo brasileiro.Segundo o almirante, a Marinha "é a única instituição militar do mundo que trabalha na área nuclear que é inspecionada e cujasinspeções ocorrem de forma programadas e inopinadas". O comandante explicou ainda que o que os inspetores podem ver quando visitamas instalações da força "é a quantidade de urânio que entra e que sai da máquina", verificando que nada foi desviado. "Eles não precisam ver a máquina que faz o enriquecimento de urânio", salientou o comandante, ao explicar que quando os observadores vão fazer a fiscalização eles encontram as máquinas protegidas por um painel de madeira, onde se vê o início e o fim do processo.Polêmica surgiu após reportagem do Washington PostO almirante não citou mas é exatamente assim que os inspetores da Agência Internacional de Energia Atômica encontram a planta de enriquecimento de urânio quando vão a Resende (RJ), que deverá abastecer as usinas nucleares de Angra 1 e 2. A polêmica ressurgiu, depois de ter tomado conta dos jornais no final do ano passado, por causa de uma nova publicação, agora no jornal The Washington Post, que fala da resistência do Brasil a inspeções mais intrusivas da agência na planta de urânio de Resende.Tanto no Itamaraty quanto na área militar as autoridades têm insistido em dizer que todos da Agência Internacional de EnergiaNuclear (AIEA) sabem que o programa nuclear brasileiro não tem objetivos armamentistas. O problema é que não há interesseem que o Brasil trabalhe no enriquecimento de urânio e de que domine essa tecnologia, além de desejarem conhecer que tipo detecnologia o País desenvolveu. Além disso, não há interesse em que se mude a atual situação existente no País: o Brasil, hoje,tem muitas reservas de urânio e exporta o produto em estado bruto e o importa enriquecido, o que é muito mais caro.

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